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Histórias de Carnaval

diario da manha

Uma das festas mais tradicionais da comemoração mais popular do Brasil, o Carnaval, é o Carnaval de Rua de Pernambuco, concentrando o maior número de foliões entre as cidades de Recife e Olinda. Frevo é o nome dado ao estilo de dança realizada pelos pernambucanos, especialmente para esta festividade. Além do mais, a região litorânea tem temperaturas bastante elevadas, principalmente durante o verão. O nome Frevo, conta-se por aí que, tornou-se falado porque quem via de longe as sombrinhas coloridas dos foliões subindo e descendo em meio à euforia do momento, lhe parecia um grande caldeirão fervente (fervor: frevo). Além da dança do Frevo, outra atração fenomenal do carnaval de Olinda são os Bonecos Gigantes.

Os famosos Bonecos de Olinda surgiram na Europa, provavelmente na Idade Média escondidos sob os mitos pagãos em temor à Inquisição. Um jovem sonhador pernambucano, entusiasmado com os relatos de um padre belga sobre o uso de bonecos em festividades religiosas, resolve criar os bonecos. Por volta de 1919, Zé Pereira, o primeiro boneco desce as ladeiras da cidade de Belém do São Francisco no dia de carnaval. Sua companheira, a boneca Vitalina, surge em 1929. Confeccionados com corpo de madeira e cabeça de papel machê.

Hoje em dia esses bonecos são feitos  com maiores recursos, com o uso de tecido, isopor, papel, madeira, fibra de vidro e alumínio. Em 1932 os bonecos ganharam as ladeiras de Olinda com o surgimento do mais famoso dos bonecos gigantes, o Homem da Meia Noite, criado pelas mãos dos artistas plásticos

Anacleto e Bernardino da Silva, em 1937 surge a Mulher do Meio Dia e em 1974 o Menino da Tarde, do artista Silvio Botelho. O grande Encontro dos Bonecos Gigantes acontece na terça feira de carnaval, onde todos os bonecos se “encontram” no centro histórico da cidade e saem em desfile.

Em 2008, uma nova geração de bonecos gigantes passou a ser fabricada. O produtor cultural Leandro Castro reuniu diversos artistas como Antônio Bernardo, Aluísio de Nazaré da Mata e a estilista Sineide Castro, responsável pelos figurinos dos bonecos. Juntos eles confeccionaram bonecos mais realistas, com expressões faciais marcantes. Esta nova geração de bonecos rendeu o título de Museu de Cera Popular Itinerante. Além do maior cuidado com os detalhes físicos dos bonecos, eles também passar a representar símbolos importantes da cultura mundial como Ariano Suassua, Michael Jackson, Alceu Valença, Chico Science, Elba Ramalho, entre outras personalidades.

Estes bonecos ficam em exposição durante todo o ano na Embaixada de Pernambuco – Bonecos Gigantes de Olinda, na parte antiga da cidade de Recife. Dezenas de blocos de carnaval lotam as ruas das duas cidades durante o período festivo. Alguns destes grupos mais conhecidos são Clube Carnavalesco de Alegoria e Crítica O Homem da Meia-Noite

Luciano Anacleto de Queiroz, Sebastião da Silva, Cosme José dos Santos, Heliodoro Pereira da Silva, Manoel Joaquim dos Santos (Neco Monstro), todos homens comuns, de profissão braçal e humilde. Entre 1950 e 1953, devido a dificuldades financeiras, a troça carnavalesca teve de se ausentar dos desfiles. Em 2006 o boneco gigante do Homem da Meia-Noite tornou-se Patrimônio Vivo de Pernambuco.

O boneco foi criado por Benedito Barbaça e Luciano Anacleto. Uma das possíveis origens do nome do boneco é de que Luciano havia assistido no cinema o filme O Ladrão da Meia-Noite, e isso lhe inspirou ao dar o nome ao boneco. Sorriso com dente de ouro, traje verde e branco, cartola e um relógio em punho marcando sempre a meia-noite. O Homem da Meia-Noite é um calunga, personagem místico do candomblé. Durante cinquenta anos, o boneco fora carregado pelo mesmo homem, o bonequeiro Cidinho, só em 1989 o posto foi transferido para Pedro Garrido.

Uma lenda pernambucana diz que por volta da década de 1930, perambulava pelas ruas de Olinda um bonitão, alto, bem trajado e com dente de ouro. Visto sempre por volta da meia-noite, descobriu-se posteriormente que o galã adentrava as residências pelas sacadas, para namorar as donzelas. Tal história viria a servir de base para a criação do mais icônico personagem do carnaval pernambucano.

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