Cultura

Lilith e a astrologia: segredos revelados

diario da manha

Colaborador: Blender Barbosa

“Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual” disse Lilith, a primeira esposa de Adão, ao marido. E ele respondeu que assim deveria ser. Então, ela se rebelou e decidiu abandonar o Jardim do Éden, deixando para trás tudo o que conhecia e indo se aventurar pelo desconhecido, pela obscuridade do novo, pelo encontro com sua essência.

Sim, a primeira mulher da história judaica foi uma feminista, que se rebelou contra o sistema no qual vivia e percebeu ali, na aurora primordial dos tempos, que a igualdade, principalmente de gênero, deve prevalecer, mesmo que isso custe a partida.

Na astrologia, Lilith é representada por um ponto celeste arquetípico, a chamada Lua Negra – termo gravemente preconceituoso -, que representa nossos medos, segredos, desejos, latências íntimas, reações emocionais primitivas e descompensadas, obscuridades inerentes do ser enquanto humano, sexualidade e inconsciente. Mas não só, Lilith indica, no Mapa Astral, onde você precisa se libertar e qual caminho deve seguir nesse encontro íntimo consigo mesmo.

Lilith escancara as tensões de cada um, seus pesos de vida e descontroles. Representa situações que não foram vividas ou mal resolvidas, também circunstâncias difíceis, fora de controle e desagradáveis, distúrbios e áreas de insatisfação, frustrantes e inesperadas. Ao representar todo esse bojo de tensões, Lilith convida para que você olhe para seu âmago, bem no íntimo, e reflita: “do que devo me libertar?”.

Afinal, Lilith é a manifestação real de tudo aquilo que você pretende omitir e ela lhe pergunta: do que você tem medo? O que você quer encobrir dos outros e de ti? Por qual motivo quer esconder? O que são esses segredos? Eles são assim tão libidinosos, pervorativos, agressivos, malditos…? Compensa negá-los a você mesmo? E ela responde que não é necessário se esconder atrás das suas mentiras.

Como diz Carl Gustav Jung: “o que negas te subordina. O que aceitas te transforma”. A Lua Negra está no Mapa para revelar que seus segredos e pontos fracos, se negados, o levaram pelo caminho da ruína. E mostra que é preciso a libertação das amarras do medo e da vergonha.

Lilith é um portal de convite para libertação daquilo que compromete nossa verdade, mesmo que isso custe a partida. Ela nos inspira a deixar para trás as travas e ir, sem medo, sem olhar para o passado, pois quem conhece o melhor caminho que devemos seguir somos nós mesmos. As pessoas de fora veem apenas uma pequena parcela do processo, mas quem vive todo o percurso somos nós.

O conselho de Lilith é que tomemos as rédeas das nossas vidas, pois a autonegação pode levar à destruição de dentro para fora. Devemos romper esses mapas traçados para caminhos de inverdades, incertezas, inseguranças e diminuição pelos outros. É necessário aprender a viver nossa própria essência, para que assim sejamos libertos do turbilhão de traumas e sentimentos negativos dos quais têm se acumulado.

Lilith indica, ainda, que é necessário esse encontro consigo mesmo. Isso não é uma tarefa simples, mas é libertador e faz parte do crescimento. Aceitar que os monstros existem, que temos segredos, que temos desejos, assim como todo ser humano, e que isso não é pecado. Na verdade, o real pecado é se entregar à hipocrisia e adotar para si discursos de negação conspirados da boca para fora, mas que dilaceram o coração e queimam a alma. Se liberte das cordas da imposição social, das angústias e deixe que os monstros saiam e vão embora. É preciso ser feito, pois só assim a vida em abundância e a felicidade chegarão até você.

“Liberte-se”, diz Lilith.

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