Cultura

Do cerrado para a beira-mar

Sereia do Cerrado se Apresenta em Salvador e prepara seu primeiro álbum

diario da manha

Da Redação

Atualmente a Sereia voltou para Goiânia (GO), sua terra natal, para iniciar o processo de gravação de seu primeiro álbum, Navio Negreiro, que fala sobre a colonização dos povos indígenas e africanos e de seus descendentes que hoje sofrem a colonização contemporânea que é camuflada na desigualdade social, racismo e machismo. Sustentabilidade e o desmatamento do cerrado também são assuntos presentes nas músicas, que dialogam com os ritmos do Brasil, toques ancestrais e uma pitada de Digitália. 

Após a turnê Oyá Brasil que passou por Salvador, Porto Seguro e Trancoso, a Sereia goiana volta para Bahia,  onde participará do projeto EncanTU que possui um conceito minimalista de apresentação, a cada edição são convidados 3 artistas da cena independente de Salvador e nessa edição a cantora goiana foi convidada pra apresentar ao lado dos músicos soteropolitanos, Dandê e May Pitanga, quinta-feira (08) no CAS Casa de Artes Sustentáveis na 2 Julho no centro. 

De Sereia Pra Sereia é uma apresentação criada para despertar em cada mulher a Sereia que existe dentro de cada uma, através das letras mostra a força que existe dentro de cada uma, contando nossas histórias de superação que mostram que mares calmos não formam grandes sereias, o repertório passeia entre canções autorais, cantigas, pontos de umbanda e músicas de sereias já conhecidas pelo público, ao seu lado estará o músico, Dj e produtor baiano, Abalsanga, que trabalha com projetos de reggae, jazz e raízes afroindígenas.

No dia 13 de agosto (terça-feira) estará mais uma vez ao lado de Dandê, no projeto “Na Sombra do Coqueiro”, onde os músicos se unem para trocar as histórias do povo, cantares e dizeres onde nossa cultura se reconhece, sambas e cocos cruzam as frontes da música, a poesia brinca e dança com baiões, candomblés e toques de Angola, Dandê chama no canto violado junto com Ejigbo (baixo) e Lucas Maciel (percussão),  unidos tocam um repertório autoral cheio de diálogos e atravessamentos com elementos da cultura popular. 

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