Cultura

Encontro Goiano de Malabares e Circo reúne artistas nacionais e internacionais, em Goiânia

Com 13 anos de existência, evento nasceu com o objetivo de mostrar a arte circense feita em Goiás

diario da manha
‘Noite É Só Querê Fazê’ na 10º edição do Encontro Goiano de Malabares e Circo - Foto: Artur Faleiros/ Reprodução via Facebook

Dos chineses aos gregos, passando pelos egípcios e indianos, não importa: praticamente todas as civilizações da antiguidade praticavam alguma arte circense.  No entanto, o circo como a gente conhece tomou forma apenas no Império Romano.

O primeiro a ganhar reconhecimento foi o Circus Maximus, cuja inauguração teria acontecido no século VI a.C, com capacidade para 150 mil pessoas. Corridas de carruagens eram as atrações principais dos circos da época, porém, com o passar do tempo, foram acrescentadas as lutas de gladiadores.

Também passaram a fazer parte as apresentações de animais selvagens e pessoas com habilidades fora do normal, como engolidores de fogo. O anfiteatro onde rolava os eventos foi substituído, no ano 40 a.C, pelo Coliseu. Até hoje as ruínas são o cartão postal de Roma, capital da Itália.

Com a queda do império dos Césares e o início da idade medieval, artistas populares começaram a improvisar suas apresentações em praças públicas, na maioria das vezes feitas nas entradas de igreja.

Isso tudo, no entanto, não é nada mais do que a pré-história das artes circenses, porque ela surgiu como circo moderno mesmo apenas no século XVIII, com as apresentações que compõem o espetáculo ainda nos dias de hoje.

Nascido com o objetivo de rebater a visão de que Goiás e, por conseguinte, Goiânia são apenas uma ‘roça’, o Encontro Goiano de Malabares acontece há 13 anos, em diversos espaços do Itatiaia, no mês de agosto – sempre com a proposta de levar arte para a região norte da Capital, que sofre com a ‘carência artística’.

Em entrevista ao Diário da Manhã, a atriz e produtora cultural Larissa Sttéfany de Paula Guedes, 32, fala, entre outras coisas, sobre a necessidade da capital goianiense receber o encontro.

“A iniciativa visa projetar Goiás no cenário nacional e internacional, porque hoje a gente recebe artista da América Latina, Europa, Oceania. Antes, quando começamos, circo no Brasil era eixo Rio-São Paulo, no sul também tinha um pouco, uma efervescência e tudo o mais”, diz Guedes, acrescentando: “Eu diria o principal propósito do encontro é o fomento da nossa classe artística aqui em nosso estado e transformação do circo”.

Indagada pelo DM sobre o preconceito histórico em relação às artes artes circenses, a atriz e produtora cultural declara que “as artes de um modo geral são sempre secundárias” e as pessoas não refletem sobre a importância dela.

Segundo Guedes, o papel crucial das produções artísticas numa sociedade capitalista é justamente “pra viver e não surtar”, mas além disso a arte impacta outros setores.

“As artes de um modo geral são sempre secundários e não fazem parte da cesta básica, como eu gosto de chamar”, afirma. “A gente nunca dependeu de patrocínios do governo, embora seja uma coisa muito importante para nós. É um formato que é muito complicado. Há bastante circulação de pessoas, alimenta o comércio, as crianças nas escolas ficam loucas pra saber e entender o que vai ter”, finaliza.

Serviço

13º Encontro Goiano de Malabares

Data: hoje, dia 29

Onde: Diversos espaços do Setor Itatiaia

Horário: das 14h às 20h30

Entrada Franca

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