Cultura

Ex-integrante da banda Móveis Coloniais embarca em projeto multimídia

Disco conta com participações de cantores como: André Abujamra, Ellen Oléria, André Gonzales, Mauricio Pereira e o duo de música infantil Mundo Aflora

diario da manha
FOTO: CALU CORAZZI

Rariana Pinheiro

Beto Mejía era conhecido por ajudar no som criativo e energizante da extinta banda Móveis Coloniais de Acajú. Em 2012 partiu pra novos desafios: estreou para carreira solo, lançou o EP “Abraço” e, em 2016 o álbum “Wahyoob”, cuja arrecadação pelos downloads na internet teve renda revertida para dois projetos sociais. Agora ele está prestes a mostrar um trabalho diferente para o mundo: um projeto interessante de musicalização infantil.

No dia 23 de agosto ele vai lançar o álbum “Onde o Infinito é Som”  tem o repertório composto por elementos brasileiros que mostrarão de forma didática o que é mais característico das melodias, ritmos e energia da cultura e tradição brasileira. A concepção deste disco está baseada em referências que resgatam parte da história e memória da música infantil brasileira como o disco “Arca de Noé”, de Vinícius de Moraes e musical “Saltimbancos” (1976), de Chico Buarque.

Com 11 faixas, o disco conta com participações de cantores como: André Abujamra, Ellen Oléria, André Gonzales, Mauricio Pereira e o duo de música infantil Mundo Aflora. As canções despertam questionamentos e reflexões sobre temas universais como: biodiversidade, sustentabilidade e o respeito à diversidade. O objetivo é fazer famílias e crianças se conectarem e se ouvirem melhor individualmente, musicalmente e socialmente.

Uma prévia do disco ele já mostrou ao público, no último dia 9, Beto lança (em todas as plataformas de streaming e compra de música digital) o primeiro single: “Funky”. A letra da canção reflete bem o conceito do projeto, que é fazer da música uma grande amiga para todos os momento.

“Acredito que esse projeto possa servir também como referência e bibliografia para pais e educadores que se interessam por atividades de musicalização. Quero que esse disco seja não apenas uma ferramenta pedagógica, mas que também crie conexões emocionais entre pessoas”, disse Beto Mejía.

Projeto multimídia

A grande novidade de um “Onde o Infinito é Som”, é que é apenas a primeira etapa de um projeto multimídia muito maior, que vai contar com um livro (“Funky e Maia: Onde O Infinito É Som”), uma série de espetáculos interativos e vivências sonoras para crianças com deficiência visual (Onde o Infinito é o Som).  

O livro “Funky e Maia: Onde O Infinito É Som” vai ser lançado em outubro de 2019 e é uma parceria de Beto com a escritora brasiliense Daya Sisson. Na obra, para complementar e unir o discurso de cada canção do disco, os personagens Funky e Maia foram criados para fortalecer a história contada nas músicas do álbum. Tudo com muita loucura, alegria, imaginação e surrealismo.

Já “O espetáculo Onde O Infinito É Som traz” shows brincantes que são verdadeiros entretenimentos para toda a família. Um convite a adultos e crianças para embarcar em histórias interativas e divertidas. As primeiras datas serão nos dias 28 e 31 de agosto, no CCJ Butantã. E no dia 14 de setembro, no Centro Cultural do Grajaú.  

Cinco shows do projeto serão realizados em equipamentos da Prefeitura de São Paulo e contam com atividades de troca de brinquedos entre crianças. A ideia é a construção de interações positivas e novos modelos de comportamento altruístas entre as pequenas, assim como a sensibilização sobre a questão do desapego e o acúmulo de itens materiais.

Bero Mejía 

Nasceu no Equador e se mudou para Brasília aos 5 anos de idade. Começou a aprender flauta ainda criança e adolescência começou a atuar como educador musical em escolas e com aulas particulares. Tocou em diferentes tipos de grupos musicais, desde orquestras sinfônicas até bandas de rock.

Compor e tocar flauta na banda Móveis Coloniais de Acaju (DF) foi o seu projeto mais notável, que durou 18 anos. Com os Móveis, lançou três discos, diversos clipes e um longa-metragem. Tocou em todo o Brasil, ganhou diversos prêmios, como: Prêmio Multishow, Video Music Brasil MTV, Prêmio Orixalé do Afroreggae, entre outros. 

Como produtor cultural, produziu em Brasília o Festival de Música Móveis Convida de 2005 a 2015.

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