Cultura

Companhia das Letras lança obra de Virginia Woolf sobre autoria feminina

Escritora se preocupava em particular com a experiência das mulheres, não apenas nos romances mas também nos ensaios e nos dois livros de cunho feminista

diario da manha
Foto: Reprodução

Virginia Woolf, autora que teve sua obra classificada como modernista e muito conhecida por narrativas que explorar o fluxo de consciência – uma de suas marcas mais conhecidas e da qual é considerada criadora – terá uma de suas obras lançada pela editora Companhia das Letras. “Mulheres e Ficção”, consiste em uma coletânea precisa de ensaios que tratam do papel das mulheres na ficção. Na obra, segundo a editora, Woolf explora o lugar que as mulheres ocuparam e ainda pode ocupar na literatura.

Integrante do grupo de Bloomsbury, Virginia Woolf estreou na literatura em 1915 com o romance “The Voyage Out”, que abriu o caminho para a sua carreira como escritora e uma série de obras notáveis, principalmente dentro do círculo de intelectuais que, após a Primeira Guerra Mundial, se posicionaram contra as tradições literárias, políticas e sociais da Era Vitoriana.

Atualmente, a autora é considerada uma das maiores escritoras do século XX, com evidente relevo não somente na história da literatura como também na história do feminismo e modernismo. Virginia era filha do editor e crítico Leslie Stephen, tendo sofrido fortes traumas na adolescência devido às mortes de sua mãe, em 1895, e da meia-irmã Stella, em 1897, que a deixaram vulnerável a colapsos nervosos pelo resto da vida.

Escritora se preocupava em particular com a experiência das mulheres

Woolf levou uma vida muito ativa trabalhando como revisora e autora, dividindo seu tempo entre Londres e Sussex Downs. Em 1941, temendo novo surto de doença mental, infelizmente cometeu suicídio, afogando-se. Ao que tange extraordinariamente poética produção ficcional da autora, a editora Companhia das Letras sustenta que a literatura de Virginia Woolf tomou a forma de uma série de experimentos brilhantes e extraordinariamente variados, cada qual buscando um novo modo de apresentar a relação entre vidas individuais e as forças da sociedade e da história.

Além disso, a escritora se preocupava em particular com a experiência das mulheres, não apenas nos romances mas também nos ensaios e nos dois livros de polemicas feministas, Um teto todo seu (1929) e Three Guineas (1938). Seus principais romances incluem Mrs. Dalloway (1925), Ao farol (1927) e A fantasia histórica Orlando (1928).

Mrs. Dalloway, é uma grande referência em narrativa de psicológica e uma das obras mais famosas de Virginia Woolf. Inclusive, é impossível não relaciona-lo com obras de Clarice Lispector, embora a escritora tenha afirmado não ter bebido de Virginia ao desenvolver seus escritos.

O romance histórico Mra Dalloway, publicado em 14 de maio de 1925, narra um dia na vida de Clarissa Dalloway, uma socialite ficcional que vive na Inglaterra pós-Primeira Guerra Mundial. O romance, de maneira singular, mostra as preparações de Clarissa para uma festa que ela hospedará pela noite.

Com uma perspectiva extremamente interior e subjetiva, a história passa pelo futuro e pelo passado no tempo e dentro e fora da mente dos personagens para construir uma imagem da vida de Clarissa e da sua estrutura social. A referida obra de Virginia foi incluída na lista dos 100 melhores livros de todos os tempos do The Guardian de maio de 2002 e dos 100 melhores livros em inglês escritos desde 1923 pela Time em outubro de 2005.

Em sua obra lançada pela Companhia das Letras, os pensamentos de Woolf acerca da literatura de autoria feminina serão expostos, possibilitando reflexões que perpassam tanto pela produção literária da autora, como pela conjuntura social em que ela se encontrava, perante o processo de rompimento do silenciamento feminino na literatura.

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