Cultura

O encontro e o descompasso em 'Partilhar': Rubel e Anavitoria

Rubel e o duo Anavitoria lançam mais do que uma releitura de 'Partilhar' "É uma intercessão dos nossos trabalhos. Uma canção de amor que tem uma veia pop, mas muito íntima e pessoal", sustenta o cantor

diario da manha
Foto: João Kopv

Ontem, dia 11 de novembro, a internet foi incendiada pelo lançamento que foi construído baseado em muito suspense e reflexões sobre o amor e sua resistência a mudanças. O amor tem fim? Pergunta chave que assombrou todos os pequenos vídeos, que contavam com monólogos de Rubel, Ana Caetano, Vitória Falcão e Marina Ruy Barbosa. Esse trabalho em equipe chegou às plataformas digitais pelo selo Dorileo via Altafonte a consiste na aguardada versão de “Partilhar” com Rubel e Anavitória, produzida por Rafael Ramos no estúdio Tambor.

Rubel Brisolla, mais conhecido pelo nome artístico de Rubel, é um cantor, compositor, músico brasileiro e roteirista. O cantor é um dos principais nomes da nova Música Popular Brasileira (MPB). Em setembro de 2018 seu álbum Casas recebeu nomeação ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Rock ou Música Alternativa em Língua Portuguesa.

Anavitória é um duo musical brasileiro formado por Ana Clara Caetano Costa, de Goiânia e Vitória Fernandes Falcão de Araguaína. Com um estilo que passeia entre o pop e o folk, o duo lançou seu primeiro EP em 2015. No ano seguinte, lançaram o seu álbum de estreia, intitulado Anavitória. Por esse trabalho, as meninas foram indicadas em duas categorias no Grammy Latino, ganhando a categoria Melhor Canção em Língua Portuguesa pela canção “Trevo (Tu)”

Rubel e Anavitoria

“Essa gravação é resultado de um encontro que aconteceu já faz quase quatro anos. Bem no começo das nossas carreiras, a gente se conheceu, teve muita sintonia e muita vontade de gravar alguma música juntos. Acabou que na época, a vida nos levou para caminhos diferentes. Esse ano, ficou evidente que Partilhar era uma música que pertencia muito tanto ao meu universo quanto ao delas.

É uma intercessão dos nossos trabalhos. Uma canção de amor que tem uma veia pop, mas muito íntima e pessoal. As meninas começaram a cantar nos shows delas, cantamos juntos no festival NAVE, e resolvemos fazer esse registro para juntar nossos mundos e celebrar nossa jornada, nossa parceria e nossa amizade até aqui. Além do encontro, a graça dessa versão, para mim, é que ela não me soa como uma releitura de uma música gravada anteriormente. Me parece uma nova música, com uma nova alma, mais otimista, mais viva, mais pop e mais forte”, afirma Rubel.

O clipe causa múltiplas impressões, a primeira é uma completude romântica no contemporâneo. Explicarei isso utilizando camadas. Sinto que diferente de uma narrativa de romance, correndo na horizontal, notei que o dialogo exposto no clipe, sobre-exposto sob a canção, gerou densidade à curta história. Em 7 minutos não conhecemos muito bem as personagens, mas nesse caso, as camadas verticais em que se encontram diálogo/narrativa e paralelamente canção/melodia, provavelmente te farão assistir a história mais uma vez, creio que na terceira os encontros e descompassos já se tornam nítidos e palpáveis.

“Partilhar” fala de um desesperado amor, é uma declaração de entrega ao sentimento, negando qualquer ação circunstancial que sirva de empecilho para concretização do encontro entre dois. Já no clipe, acompanhamos a história de um amor aparentemente mal sucedido em vista das peças pregadas pelo destino. Em atos falhos é notório o afeto permanece imutável entre o ex-casal, apesar da desventuras que ocasionaram o rompimento.

Outra impressão que me veio a luz, gira em torno da desconstrução do ideal romântico, grande parte do ocidente teve como referência o amor cortês/amor romântico como alicerce. Logo, é comum passar o clipe todo torcendo pelo casal, para um surto de emoção onde os dois se beijam, abandonam seus planos e vivem juntos em um ato de amor e coragem.

Mas não é bem assim que as coisas funcionam na vida real, nesse segundo, entra na história um personagem poderoso: o tempo. Nos apegamos na lenda que diz que o amor tudo supera, que para o tempo e passa por cima de tudo… mas também sabemos que o amor também pode causar sofrimento, e lacunas muitas vezes são preenchidas e não somos insubstituíveis. Amores trocam de gavetas, e também permanecem em algumas meias.

Confira a entrevista do DM Online com o cantor Rubel

Comentários

Mais de Cultura

26 de junho de 2019 as 14:42

Sol em Câncer e a cura emocional

14 de junho de 2019 as 19:24

GIRO PELA FIEG

12 de junho de 2019 as 08:50

Quíron, o segredo da cura

11 de junho de 2019 as 08:36

Questão Social: Um breve olhar

7 de junho de 2019 as 08:46

Astrologia; seja bem-vindo, junho!

30 de maio de 2019 as 08:46

Alego promove seminário de Turismo

28 de maio de 2019 as 09:17

Festa junina no Goiânia 2

16 de maio de 2019 as 11:29

Vênus entra em Touro