Arte do deslocamento
Redação DM
Publicado em 3 de maio de 2016 às 01:37 | Atualizado há 1 ano
Quando pensamos em parkour, é comum que nossa imaginação sintetize imagens de filmes de ação, com protagonistas a pular de prédio em prédio, com movimentos arrojados e sobrenaturais, deixando para trás seus perseguidores. O que nem todo mundo sabe é que o parkour é um esporte sério, com vários movimentos e campeonatos. Além de sua grande influência nos filmes e nos video-games, traz consigo o conceito do próprio corpo como meio de transporte, numa combinação precisa de velocidade, raciocínio e habilidade. O esporte foi idealizado por Raymond Belle na França, durante os anos 1980, ganhando mais movimentos e visibilidade anos depois através de seu filho David Belle.
A popularização mundial da prática veio no fim dos anos 1990, quando a indústria cinematográfica encontrou no esporte a possibilidade de tornar os filmes de ação mais emocionantes. Várias técnicas de salto, rolamento e escaladas compõe a gama de movimentos básicos do parkour, cujo principal objetivo é sobreposição de obstáculos da forma mais rápida e direta possível. Através do site Lepartanos, reúne especialistas brasileiros do estilo, podemos tomar conhecimento da concepção da disciplina. “O parkour moderno surge quando David Belle e os irmãos Malgogne, que nas ruas de Lisses, em Paris, e decidiram colocar naquela paisagem urbana os conhecimentos de movimentação natural desenvolvidos previamente”.
David Belle estruturou uma série de movimentos físicos com a proposta de utilizar os elementos dos meios rurais e urbanos. O atleta
sempre foi uma pessoa simples e que acredita no uso do esporte para a vida diária. Procurava criar não só algo radical, mas também útil. Aprendeu com o pai desde cedo a saber algumas técnicas/treinos militares que pôs em prática desde muito novo com os amigos (Yahn, Frederic Hnautra, David Malgogne,Sébastien Foucan e Kazuma). David Belle também ficou conhecido por participar de uma série de filmes de ação, sendo o mais famoso deles ‘13º Distrito’, que fez sucesso entre os jovens do mundo todo. Belle completou 43 anos na última sexta, 29, e segue firme na arte do parkour.
Apesar da constante evolução do parkour ao longo dos anos no quesito segurança, vale lembrar que é um esporte de alto risco, e é praticado por profissionais. Iniciantes devem procurar auxílio de veteranos, e estar disposto a passar por vários tombos até chegar à fluência dos movimentos.
Goiânia
A prática do esporte vem ganhando força ao longo dos anos na capital, reunindo adeptos para prática coletiva e promovendo o encontro de praticantes de outros lugares do país. No Facebook, a página ‘Parkour Goiânia’ já reúne mais de três mil curtidas e mantém os seguidores atualizados com vários vídeos, fotos e campanhas. Eles também mantém um canal de vídeos no Youtube, o PKGBLOG. Reunidos desde 2008,
Luiz Fernando Oliveira, Gustavo Mendes (Caju), Gustavo Medeiros (Gu), Christoffer (Chris) e Enoc, fortalecem a prática da disciplina na capital, revelando talentos e influenciando no interesse das novas gerações. Entre os cenários preferidos dos puladores está a Praça Universitária.

O parkour também vem ganhando destaque no mundo dos jogos eletrônicos. Entre os principais representantes do estilo está a série Mirror’s Edge, um jogo de ação em primeira pessoa lançado em 2008 pela produtora Eletronic Arts. O novo jogo da série, ‘Mirror’s Edge Catalyst’, tem previsão de lançamento para junho de 2016 nos Estados Unidos e na Europa. O game foi bem recebido pela crítica especializada, e ganhou avaliação positiva de veículos como Metacritic e GameRanking. Foi eleito o jogo do ano em 2008 pela ‘
Annual Interactive Achievement Award’, elogiado por seus cenários expansivos, jogabilidade e originalidade. Entre os poucos pontos negativos estão a falta de um roteiro central consistente e a pouca duração.
No site Altamente Ácido, o especialista Kelson Douglas escreveu uma resenha sobre o jogo, atribuindo a ele nota 9/10 elogiando principalmente o som e as imagens do jogo, que ele chama de “uma verdadeira aula para desenvolvedores”. Ele conclui: “ idéia é simples, uma pequena história policial, você é a ‘corredora’ Faith que trabalha como uma espécie de mensageira a lá Parkour que passa por prédios e lugares com saltos e movimentos rápidos para entregar e pegar informações e missões de uma rede de mensageiros undergroud. Só que por ser em primeira pessoa o game te ambienta muito bem durante os momentos de escaladas, saltos, e tiroteios sempre mostrando os braços, pernas e mãos do seu personagem”

