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Dia Mundial do Combate ao Parkinson

Redação DM

Publicado em 12 de abril de 2016 às 02:41 | Atualizado há 1 ano

Em 1817, o médico inglês James Parkinson publicou sua principal obra: “Um ensaio sobre a paralisia agitante”, em que descrevia os principais sintomas de uma doença que anos mais tarde viria a ter seu nome. O neurologista francês Jean Martin Charcot, cerca de sessenta anos após o ensaio do médico inglês, foi responsável por identificar o espectro clínico da doença, além de identificar suas duas fases: o tremor e a rigidez. Charcot reconhecia o trabalho de James, porém discordava do termo “paralisia”. Foi também o neurologista o primeiro a desenvolver medicamentos eficazes contra este mal, à base de beladona. O “Manual das doenças do sistema nervoso” de William Gowers apontava a maior incidência dos casos desta doença em homens, e indicava as deformidades típicas causadas por ela.

O Mal ou Doença de Parkinson é crônica, degenerativa e progressiva, que acomete em geral pessoas idosas, mas não exclui totalmente os raros casos em pessoas jovens e, aparentemente saudáveis. Sua causa exata é ainda desconhecida, mas tem origem na perda de neurônios do Sistema Nervoso Central da região conhecida como “substância nigra”. Entre os sintomas estão a depressão, perda ou aumento do sono, diminuição da memória e alterações no sistema nervoso autônomo. Os sintomas motores são representados por tremores, rigidez muscular, diminuição na velocidade ou reflexo dos movimentos e desequilíbrio da marcha.

Esta é uma doença que não escolhe indivíduos por credo ou classe social. Ataca indistintamente. Prova disto é a quantidade de celebridades que sofrem com este mal. Entre os famosos estão Michael J. Fox, o astro de De Volta Para o Futuro, o lendário Muhammad Ali, o pintor surrealista Salvador Dalí, o papa João Paulo II e a atriz Katherine Hepburn.

Projeto Vibrar com Parkinson        

Com o objetivo de melhorar a vida dos parkinsonianos, nasceu da vontade de Danielle Ianzer o Projeto Vibrar com Parkinson, em julho de 2014. O Projeto atua em nível nacional e tem o apoio da Associação Brasil Parkinson (ABP) e da Universidade Federal de Goiás. Segundo Danielle “

priorizamos em informar que a Doença não acomete somente pessoas idosas. Muitos jovens tem recebido o diagnóstico e não sabem o que fazer, onde se informar e entender melhor os sintomas e evolução do Parkinson. O Projeto vem suprindo essa necessidade também”.

O Projeto Vibrar com Parkinson mantém um site informativo que contém informações sobre a doença e sobre o projeto, com o objetivo de “estimular, incentivar e apoiar a realização de Workshops, seminários, e outros tipos de eventos; elaborar e distribuir material informativo; promover interação entre pacientes; estimular práticas de atendimento humanizado; incentivar e estimular pesquisas científicas e clínicas, entre outros”, descreve Ianzer. Sobre a atuação do PVP, Danielle falou sobre as realizações deste ano: “Em abril de 2015, realizamos o I Workshop Projeto Vibrar destinado à pacientes, familiares, cuidadores, estudantes e profissionais da saúde. O sucesso e repercussão do I Workshop nos deu suporte para realizar o segundo evento neste ano. O Ciclo de Palestras 2016 do Projeto Vibrar Parkinson aconteceu no último sábado, dia 02 de abril no Centro de Cultura e Eventos da UFG.”

Amor e Outras Drogas

O longa-metragem de 2011, estrelado por Anne Hahtaway e Jake Gyllenhaal, retrata a história de Meggie Murdock (Anne), uma jovem pintora, que sofre do Mal de Parkinson e tem sua carreira como artista limitada pela doença. Passa então a dedicar-se a registros fotográficos, quando conhece Jamie Randall (Jake), um representante de uma grande marca farmacêutica. Meggie vive sozinha, isolada em seu galpão/apartamento, quando resolver permitir-se sentir algo por Jamie, que a acompanha em uma viagem em busca de informações e tratamentos para seu estado clínico. O romance dirigido por Edward Zwick é cheio de altos e baixos, representação nítida do humor de quem sofre do Mal de Parkinson. uma história de superação e reinvenção em nome do amor.

Parkinson e Acupuntura: Uma combinação que dá certo!

A fisioterapeuta e acupunturista  Alice Minzon conversou com o DM Revista e falou um pouco sobre a relação entre os parkinsonianos e o tratamento através da acupuntura, que, segundo ela, aliado à medicamentos, é a melhor alternativa para se obter uma melhora nas condições de vida. Veja o que ela tem a dizer:

“A Acupuntura tem papel importante no tratamento de todos os sintomas apresentados pelo indivíduo. Através de uma minuciosa avaliação do paciente de forma global, contendo histórico prévio à doença, histórico da doença, anamnese, diagnóstico biotipológico – direcionado para determinar a composição física relacionada aos cinco elementos, diagnóstico energético através da percepção do pulso e observação da língua enquanto microssistema que tem em si as representações dos órgãos e vísceras correspondentes ao pentagrama podemos identificar, pela perspectiva Chinesa, quais intempéries interferem no processo de adoecimento, como por exemplo, vento, calor, frio, umidade, secura em suas condições iniciais ou mesmo mais avançadas, bem como a quais elementos, órgãos e vísceras se referem.

Incidências muito comuns em pessoas com Parkinson se relacionam a presença de vento, calor e mucosidade, sendo esta última uma condição agravada da umidade. Como o Parkinson se manifesta mais rotineiramente em indivíduos com mais de 50 anos de idade, é frequente percebermos deficiência energética no Rim, órgão representante do elemento água e que, segundo a Medicina Tradicional Chinesa, abriga nossa Energia Ancestral: reserva energética não renovável, porém passível de tonificação, que funciona como a “bateria da longevidade”, pois enquanto a tivermos, estaremos vivos.

Como objetivos gerais da Acupuntura, já que os objetivos específicos demandam necessidades exclusivas inerentes a cada indivíduo e suas particularidades, podemos citar, em primeiro lugar, a manutenção ou aquisição de qualidade de vida, através da regulação dos ciclos fisiológicos, que envolvem sono, alimentação, boa digestão e bom funcionamento intestinal, lucidez, capacidade de memorização e recordação, articulação da fala, independência para atividades de vida diária, boa deambulação, ou seja, capacidade de caminhar e melhora do equilíbrio, para minimizar quedas e o risco de fraturas. Além disso, valorizamos também a qualidade emocional, buscando a redução do stress, ansiedade, preocupação, melancolia e tristeza.

Por fim, orientamos à família e cuidadores que cerquem a pessoa com Parkinson com amor, buscando sempre integrá-la às atividades cotidianas de seu ambiente, incentivando a independência, o lazer, os hobbies e práticas prazerosas, pois este fator é preponderante na progressão da doença e no resultado de quaisquer tratamentos.

A Acupuntura é uma técnica eficaz e completamente natural que está indicada e apresenta resultados em todos os estágios da doença. Infelizmente, ainda não alcançamos a cura, mas é perfeitamente possível promover qualidade de vida e desaceleração no processo degenerativo, o que já proporciona grande alívio e bem-estar para o paciente.”Alice Minzon é fisioterapeuta na Clínica Maioridade.Engajada na busca da Inclusão Efetiva da Pessoa com Deficiência e da Humanização dos Atendimentos em Saúde dentro da perspectiva de observância dos Direitos Humanos.

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