Herói ou vilão?
Redação DM
Publicado em 26 de abril de 2016 às 01:32 | Atualizado há 1 ano
No dia 26 de abril de 1937 nascia Haílton Corrêa de Arruda, o Manga, que começou a carreira em 1957 no Sport de Recife. Defendeu o Botafogo, o Nacional do Uruguai, o Internacional de Porto Alegre, o Coritiba, o Grêmio, o Operário (MS), e o Barcelona do Equador. Na Copa do Mundo de 1966, jogou pelo Brasil, contra Portugal, mas o placar não foi o mais favorável: perdemos por 3 a zero, e fomos mandados de volta para casa, dias depois, numa nova derrota. Em homenagem à Manga, hoje é comemorado o Dia Nacional do Goleiro. A data foi instituída em 1976, quando Manga tinha 38 anos e havia conquistado o título de campeão brasileiro pelo Internacional de Porto Alegre.
Não é novidade nenhuma que o Brasil é fábrica de grandes nomes do futebol mundial, seja na zaga, no ataque, no meio de campo. Mas às vezes acabamos por esquecer de uma peça fundamental: o goleiro. Aquele cara que fica na frente daquele quadradinho, coberto com uma tela, que se vira do avesso para garantir que a jogada do adversário não seja bem sucedida, quando a bola dança por entre as pernas de uma dezena de jogadores, até chegar na porta do gol.
Lembrado por Belchior, em sua música Divina Comédia Humana, o goleiro sempre é motivo de gritos eufóricos nos estádios, ou no sofá da sala nas tardes de domingo. Ora deixando passar a bola certeira, destruidora de esperanças, que elimina, por apenas um gol, seu time do coração das semi-finais de campeonatos. Ora defendendo aquela jogada magnífica do camisa dez do seu time, que garantiria a permanência fora da tão temida “zona de rebaixamento”. Félix na década de 1970, Waldir Peres em 1982, Carlos em 1986, Taffarel em 1994 e na trágica derrota para a França em 1998, Marcos em 2002, Dida em 2006, Júlio César em 2010. Heróis nacionais, que lutaram bravamente nos campeonatos mundiais para tentar trazer para casa a desejada taça.
E por que não mencionar o goleiro Bruno, do Flamengo, acusado de mandar matar Eliza Samúdio, a ex modelo com que ele teve um filho, e cujo corpo nunca foi encontrado? Afinal, ele fez carreira, ganhou dinheiro e fama por sua boa atuação em todos os grandes times pelo qual passou, como Corinthians e Atlético Mineiro, time que o revelou para o Brasil, no Campeonato Brasileiro de 2005. O goleiro Bruno chegou a ser eleito como o segundo melhor goleiro do Brasil pela Revista Placar. Ficou também conhecido como goleiro-artilheiro. Começou a treinar cobranças de falta e pênaltis, fez seu primeiro gol pelo Flamengo, na disputa contra o time peruano Coronel Bolognesi, no Estádio do Maracanã, pela Taça Libertadores da América.
“Ser goleiro é ser herói e vilão.É querer evitar o inevitável sempre achando, lá no fundo, que dava pra defender o mais indefensável dos chutes.
É jogar um jogo coletivo de forma quase individual e depois de uma grande defesa, ainda que não te agradeçam, saiba que você é tão importante quanto o atacante.
É saber dizer, que falhas fazem parte, pois só quem joga lá sob as traves, sabe o quanto defesas que parecem fáceis, podem ser bem mais difíceis do que se espera.
Enfim, ser goleiro é ser o coração do time, mesmo num jogo onde o principal objetivo você deve evitar.”
Autor desconhecido




