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Academia Brasileira de Letras

Mauricio de Sousa se candidata à Academia Brasileira de Letras

O cartunista e criador da Turma da Mônica se candidatou à cadeira 8, que era ocupada por Cleonice Berardinelli

Em meio à comemoração dos 60 anos de Mônica, personagem mais famosa de Mauricio de Sousa, o cartunista, empresário e escritor, declara candidatura à Academia Brasileira de Letras. A candidatura foi oficializada com o envio de uma carta por Mauricio, 87, enviada para Merval Pereira, presidente da Academia Brasileira de Letras. A eleição será dia 27 de abril e estão na disputa também, o filólogo Ricardo Cavaliere e o jornalista James Akel .

Como é feita a eleição dos imortais da ABL

Inaugurada em 20 de julho de 1897, com sede no Rio de Janeiro, a instituição segue suas tradições com o objetivo de consagrar a língua e a literatura nacional. Composta com 40 cadeiras, seus membros são efetivos e eternos, após eleito, o vínculo dura até o fim de sua vida. O candidato tem que ser brasileiro, com pelo menos um livro publicado.

Em janeiro de 2023 a ABL perdeu Cleonice Serôa da Motta Berardinelli, a Dona Cleo, como ficou conhecida, que aos 106 anos era sua integrante mais longeva, deixando sua cadeira vaga para o 7º ocupante. Tradicionalmente, a vaga é aberta após concluído o processo de despedida.

Sobre Maurício de Sousa

Com quase 90 anos de idade e mais de 60 anos de carreira, Mauricio de Sousa nasceu em 27 de outubro de 1935, em Santa Isabel. Após se mudar para São Paulo e trabalhar como jornalista, lançou seu primeiro trabalho de cartunista em 1959, mais tarde em 1963 Mônica foi criada, a personagem inspirada em uma de suas filhas, viria a ser “a Dona da Rua” conhecida, até, internacionalmente.

Em 2017, o escritor lançou sua autobiografia detalhada e reveladora, que narra seus processos criativos e sua vida pessoal.

Suas aspirações e paixões foram mencionadas na carta enviada no ato de sua candidatura, e ressalta sua influência na vida de leitores brasileiros, ao longo desses 60 anos, como diz no fragmento da carta:

“... Hoje, aos 87 anos e sendo autor de criação de uma turminha viva vejo o mesmo acontecer em milhões de crianças pelo Brasil sendo estimuladas à leitura pelos quadrinhos e a se alfabetizarem até antes da escola. Em meus encontros nas bienais do Livro e pelas escolas do Brasil peço que quem aprendeu a ler com a Turma da Mônica levante a mão. Todos se levantam. Claro que alguns para me agradar, mas todos se sentem infectados pelo bichinho da leitura.

Penso que nossa função, como autores, é criar novos leitores…”

Com os bastidores tumultuados de provocações e questionamentos por parte do jornalista Akel, “se histórias em quadrinhos deveriam ser consideradas literatura”. Maurício é apontado como favorito, em uma forma de tornar a ABL mais popular entre os “mortais”. Hoje, o grupo dos imortais é composto não só por literatos consagrados, nomes como da atriz Fernanda Montenegro e do cantor Gilberto Gil têm seus lugares em meio às cadeiras.

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