No Cerrado cabe tudo
Redação DM
Publicado em 8 de abril de 2017 às 02:38 | Atualizado há 9 anos
Goiânia recebe neste fim de semana um festival de peso, regado a reggae, rap e diversidade. Na sexta já começou com os grupos: Tribo da Periferia, Maneva e Cacife Clandestino. Neste sábado segue o bonde com Racionais, Hungria, Rincon Sapiência e Flora Matos. Amanhã para fechar o movimento, rap local com os grupos: EPB, Bogottá, Chama Q Noix, Calango Nego, CL Aparecida, Groove Quintal e Dj Arthur⠀
Este é um dos maiores festivais alternativos do País e acontece na Esplanada do Centro Cultural Oscar Niemeyer. O evento que completará 10 anos de tradição em 2017 reuniu no ano passado mais de 12 mil pessoas, um recorde de público na cena alternativa. A organização é por conta de Rodrigo Borges, Vinicius Toledo, Marcos Junior (3J), Caio César e Thiago Silva e espera reunir 15 mil pessoas nesta edição do Festival. Os ingressos de Pista e Camarote já estão à venda na Tribo do Açaí, Rival, Maresia e Malibu.
Das raízes do rap goiano o evento traz o grupo CL A Posse, que carrega o peso de participar da introdução desse movimento na grande Goiânia. O Cl A Posse é genuinamente goiano, com mais de quinze anos de estrada sendo assim criado em 2002 na cidade de Aparecida de Goiânia. Com a música que fez percorrer o Brasil todo impulsionado pelo sucesso “Cl Aparecida”.
O grupo é formado originalmente por JR ,Mano Lê,Nego Thaide,Pantu e Dj Arthur . Atualmente a formação é por conta de JR, Mano Lê e Dj Arthur. A CL segue produzindo um novo projeto sonoro, que em agosto será concluído e lançado, o novo álbum de título “Tem Que Saber Chegar”.
O DM Revista conversou com a galera que integra a história do rap goiano, o grupo CL a Posse
DM Revista: O CL é parte do front do rap goiano, como era a cena quando vocês montaram o grupo? Existia uma união do movimento hip hop? Existia incentivo, espaço pra crescer o movimento?
CL A Posse: No início existia vários eventos de hip hop em Goiânia e entorno. E o hip hop tinha uma comunicação entre os integrantes do movimento e os simpatizantes que sempre frequentavam os bailes. A união do movimento sempre existiu, tanto que com vários eventos que reunião grupos como de música e dança.
Havia algumas casas que era própria para o Hip Hop na época ,como a Rap Mania e Point Rap e o incentivo ao hip hop era dos próprios participantes.
DM Revista: Qual a visão de vocês sobre a cena atualmente, acham que expandiu, que está mais fortalecida?
CL A Posse:Hoje em dia o Hip Hop é bastante comercial e a cena se expandiu, sendo assim hoje um grupo tranquilamente vive da música de seu talento .
DM Revista: O conteúdo da letra de vocês, foi modificando com o tempo, ou a temática ainda é semelhante?
CL A Posse: Não nunca mudou,e não temos a intenção de mudar. Sempre falando da realidade da periferia mas nunca deixando de acompanhar a evolução de beats e hoje em dia uma parte fundamental e o audiovisual ,que são os clipes que percorrem nas redes sociais e expande o conhecimento do grupo para todos os públicos.
DM Revista: O que vocês acham do rap “ostentação”, ele é um incentivo a juventude a correr atrás de dinheiro e status?
CL A Posse: Nós não somos contra , mas não apoiamos esse estilo musical,muitos ouvintes desse estilo não sabem interpretam da forma correta o que os grupos tentam passar, sendo que estão passando uma ideia de ficção e eles mesmo não vivem essa realidade .
DM Revista: Qual o objetivo do som da CL, pra quem e pra quê vocês fazem rap?
CL A Posse: Fazemos para todo tipo de público, tipo assim nós não cantamos só para o movimento ,mas para todas as pessoas que gostam de ouvir de qualidade e nunca deixando de passar a mensagem de protesto no cotidiano periférico.
DM Revista: Vocês acham que é mais importante o rap influenciar dentro das periferias ou ele tem que correr atrás de outros espaços?
CL A Posse: O rap vem da periferia e ele continua com uma alta reflexão na mesma, mas hoje em dia ele expandiu para outros espaços , pois o público que ouve funk ou sertanejo também está ouvindo o rap. Isso é de uma grande importância para o rap nacional.
DM Revista: O rap encontra uma maior aceitação hoje?
CL A Posse: Sim , com certeza , com as redes sociais o rap teve um reconhecimento nacional e muitas vezes até internacional.
Local: Centro Cultural Oscar Niemyer
Sábado, 08/4: Racionais, Hungria, Rrincon Sapiência e Flora Matos;
Domingo, 09/4: EPB, Bogottá, Chama Q Noix, Calango Nego, CL Aparecida, Groove Quintal, Entreparabrisa e Dj Arthur.
VALORES e PONTOS DE VENDA:
Sexta ou sábado: Pista: R$ 40,00
Camarote: Com open bar de água, cerveja e refrigerante–De R$ 80,00 *compre a sexta ou o sábado e ganhe o domingo.
- Passaporte (2 dias + domingo):
Pista: De R$ 80,00
Camarote: Com open bar de água, cerveja e refrigerante–De R$ 160
- DOMINGO
Preço e Área única: R$ 30,00