Desativada 2

Cemitério Parque assusta visitantes

Redação DM

Publicado em 2 de novembro de 2016 às 23:25 | Atualizado há 2 anos

Localizado entre os setores Gentil Meirelles e Urias Magalhães, em Goiânia, o Cemitério Parque foi uma das unidades mais criticadas ontem pelos goianienses na celebração de Finados. A Prefeitura de Goiânia informa que o cemitério possui 4,5 alqueires, sendo o maior da Capital. Conforme a administração, 220 mil pessoas já foram enterradas no local.

O matagal que encobre as sepulturas carneiras não esconde o estado de depredação. Os jazigos estão entre lixo espalhado pelo chão e pedaços de túmulos arrancados. É possível ver restos mortais à mostra. Mais do que um desrespeito ao Dia de Finados, é um desrespeito à vida e um risco para a saúde pública.

“Não dá para ficar calado: isso está horrível. Fico pensando nas pessoas. Venho aqui para ver o túmulo da minha irmã. Mas fico indignado como a prefeitura trata isso aqui”, diz o motorista Antônio Fonseca Ribeiro.

A Comurg informa que o cemitério funciona como os demais do município. Ou seja, cabe às famílias dos mortos cuidar dos túmulos e jazigos.

Parte significativa dos mortos é originária de gente sem família ou mesmo não identificada. Com isso, aumenta a possibilidade das sepulturas ficarem sem cuidados, já que inexistem familiares para a execução deste serviço.

Um dos servidores diz que falta iluminação e maior vigilância à noite. Tornou-se comum a ocorrência de furtos, principalmente de santos deixados nas sepulturas.

Um dos problemas mais comuns nesta época do ano é a poda da prefeitura: ela é executada em um mês, mas no outro o mato já está alto.

Os servidores sugerem uma ação mais eficaz: jogar veneno que, em tese, impediria o nascimento do matagal.

CÉSIO

Uma das vítimas do acidente com o Césio-137, a garotinha Leide das Neves está no cemitério desde setembro de 1987. O mesmo ocorre com o poeta Pio Vargas, considerado um dos expoentes da literatura moderna de Goiás.

O Cemitério Parque já teve outro morto ilustre: Manoel dos Reis Machado, também conhecido como Mestre Bimba (1900 –1974). Ele foi o criador da Luta Regional Baiana, mais tarde denominada capoeira regional.

O atleta lecionava em Goiânia quando morreu. Contudo, os restos mortais de Bimba foram levados para a Bahia após um requerimento do governo do Estado.

FAMOSOS

Em melhores condições do que o cemitério Parque, o Jardim das Palmeiras recebeu populares que buscavam os ecos da fama dos cantores Leandro e Cristiano Araújo. Os sertanejos foram homenageados com coroas de flores e muitas recordações, não faltando até mesmo cantorias. Os próprios familiares foram visitar os famosos, que se espalham ainda no Cemitério Santana, localizado em Campinas.

Ontem, em vários jazigos do Santana, familiares cantavam e recordavam os entes que passaram desta vida.

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