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Cristo Vivo da Eucaristia

Redação DM

Publicado em 4 de junho de 2015 às 02:53 | Atualizado há 11 anos

Cinquenta paróquias da Arquidiocese de Goiânia participarão da solenidade de Corpus Christi que acontecerá, hoje, às 17h, na Praça do Trabalhador, no Setor Norte Ferroviário. A Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo sempre é celebrada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, em alusão à Quinta-feira Santa, quando Jesus se reuniu com seus apóstolos para Última Ceia. Lá Ele partiu o pão e deu a seus discípulos e disse: “Isto é o meu Corpo… depois, ao fim da ceia, ergueu o cálice dizendo: Este é o cálice de meu sangue…”. Este ato é repetido hoje pelos sacerdotes durante as missas, no momento da consagração, em que ocorre a transubstanciação, isto é, quando as substâncias do pão e vinho (neste caso, a hóstia e o vinho) se transformam no Corpo e Sangue de Cristo.

A celebração de Corpus Christi consta de Missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento. Durante a Missa, o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. A hóstia consagrada, que será adorada no ostensório ao longo da procissão, é o próprio Cristo vivo no coração de Sua Igreja, no meio da comunidade.

 

O Tapete

O costume de confeccionar tapetes para enfeitar as ruas, por onde a procissão com o Santíssimo Sacramento, faz parte dos costumes da piedade popular e foi trazido para o Brasil pelos portugueses no começo da cidade histórica de Ouro Preto, em Minas Gerais. O trajeto enfeitado faz alusão à entrada de Jesus em Jerusalém, onde as pessoas receberam Jesus, colocando ramos de oliveira para que ele pisasse. Hoje, o ostensório, com a Hóstia consagrada, Cristo Vivo, é carregado pelo sacerdote, que passa sobre os tapetes. Só então fiéis podem pisar sobre eles, seguindo os passos de Cristo.

 

História

A “Fête Dieu” (Festa de Deus), como inicialmente foi chamada a Festa de Corpus Christi, começou na Paróquia de Saint Martin em Liége, em 1230/1193, onde vivia a belga Juliana, freira agostiniana, do convento de Mont Cornillon, na periferia de Liége. Aos 17 anos, ela começou a ter visões com a sagrada eucaristia, que se seguiram por anos, até que em 1230 confidenciou esse segredo ao arcediago de Liége, que viria a ser o papa Urbano IV (1261-1264). Entre as visões que ela revelou a que ganhou maior notoriedade é a que ela via um disco lunar, como uma lua cheia, dentro do qual havia uma parte escura. Isto foi interpretado como sendo uma ausência de uma festa eucarística no calendário litúrgico. Então, papa Urbano IV, através da Bula “Transiturus” de 11 de agosto de 1264, institui a festa do Corpus Christi com a tríplice finalidade: honrar Jesus Cristo, pedir perdão a Jesus e protestar contra aqueles que negavam a presença de Deus na hóstia sagrada.

Em 1983, o novo Código de Direito Canônico, no cânon 944, mantém a obrigação de se manifestar “o testemunho público de veneração para com a Santíssima Eucaristia” e, onde for possível, “haja procissão pelas vias públicas”.

O sacramento da Eucaristia Santo Tomás de Aquino, o chamado doutor angélico, destacava três aspectos teológicos centrais do sacramento da Eucaristia. Primeiro, a Eucaristia faz o memorial de Jesus Cristo, que passou no meio dos homens fazendo o bem (passado). Depois, a Eucaristia celebra a unidade fundamental entre Cristo com Sua Igreja e com todos os homens de boa vontade (presente). Enfim, a Eucaristia prefigura nossa união definitiva e plena com Cristo, no Reino dos Céus (futuro). A Igreja, ao celebrar este mistério, revive estas três dimensões do sacramento.

 

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