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Esculturas naturais: Grand Canyon

Redação DM

Publicado em 14 de janeiro de 2017 às 01:37 | Atualizado há 1 ano

O Parque Nacional do Grand Canyon, localizado no Arizona, Estados Unidos, foi declarado um monumento nacional no dia 11 de janeiro de 1908, há exatos 118 anos. A principal atração do parque, o Grand Canyon, é um desfiladeiro íngreme esculpido pelo leito do Rio Colorado. Acredita-se que sua formação é inerente à definição do curso do rio, que, segundo estudos, pode ter se estabelecido por volta de 6 milhões de anos atrás. É considerado uma das sete maravilhas naturais do mundo, e ganhou visibilidade durante o governo do ex-presidente dos Estados Unidos Theodore Roosvelt, período que vai de 1901 a 1909. Roosvelt era um dos maiores defensores da preservação da área, e fez várias visitas ao Canyon durante seu mandato presidencial.

Por milhares de anos, a área tem sido habitada por nativos americanos, que construíram assentamentos dentro do Canyon e de suas inúmeras cavernas. Para o povo Pueblo (nativos que habitam o sudoeste dos Estados Unidos), o Canyon é considerado um local sagrado onde várias peregrinações eram realizadas. Inclui um extenso sistema de cânions tributários. Suas rochas coloridas expostas remontam aos tempos do período Pré Cambriano, período que se inicia a cerca de 4,5 milhões de anos. A garganta do cânion principal foi criada pela incisão do Rio Colorado e seus afluentes, após a formação do Planalto de Colorado. É dividido em duas porções: norte e sul, sendo a última mais procurada para atividades turísticas.

A porção norte, mais conhecida como North Rim, é menor, e localizada em uma área mais remota. A parte sul, ou South Rim, é mais acessível. Os visitantes podem chegar de carro, através de uma rodovia estadual que passa por dentro do parque. Existe ainda uma terceira opção, considerada a mais radical: West Rim, que possibilita a visita a aldeias indígenas e é um programa para quem não se preocupa tanto com conforto e infraestrutura. Esta área não pertence ao parque nacional, e localiza-se em uma reserva indígena, sendo assim, submete-se a outras regras e possui uma administração à parte. Nessa porção do parque foi instalada uma passarela de vidro (Skywalk) que da ao visitante a sensação de estar caminhando no ar, sob a paisagem do cânion.

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Relatos

O viajante Ricardo Freire narra sua experiência no Grand Canyon através de seu Blog, Viaje na Viagem. Ele dá dicas e detalhes para aqueles que sentem-se hipnotizados com as imagens e lendas do local e sentem a vontade de um dia embarcar numa aventura pelos desfiladeiros. Ele alerta que o planejamento da viagem é pré-requisito para uma boa estadia. “As opções de acesso são inúmeras – quase todas, infelizmente, bastante complicadas. Os hotéis dentro do parque lotam com uma antecedência maluca, e todos os outros pontos de acesso são distantes”, informa. O mínimo ideal é hospedar-se por duas noites, seja dentro do parque, seja numa das cidades próximas. Quem gosta de atividades ao ar livre vai encontrar diversão para quatro dias, fácil”.

Segundo Ricardo, a porção Sul do parque é a mais conhecida e disputada pelos turistas. O autor relata o que se pode esperar desta parte do Grand Canyon: “Doze mirantes espetaculares e uma série de trilhas vertiginosas contribuem para tornar este trecho o mais visitado do cânion. A Borda Sul está aberta o ano inteiro; no verão do hemisfério norte (junho a agosto) tende a lotar de turistas. O ingresso custa US$ 30 por carro ou US$ 15 por pessoa entrando em van ou ônibus; o passe vale por uma semana (inclusive para ir à Borda Norte)”. Uma das vantagens, segundo Ricardo, é a liberdade de locomoção: “Você é livre para zanzar entre os mirantes – a pé, com o seu carro (fique atento a eventuais interdições) ou usando o ótimo serviço de ônibus à disposição dos visitantes”.

Uma opção mediana, segundo Ricardo, é a borda norte do parque, ou North Rim. Apresenta menos mordomias que a porção Sul, considerada uma opção para iniciantes, mas ainda sim é menos hardcore que a porção Oeste, ou West Rim. “Abre apenas de 15 de maio a 15 de outubro, tem apenas três mirantes e pouca mordomia. É o Grand Canyon para iniciados – e para quem deseja contemplar as vistas (espetaculares) e fazer as trilhas sem muita companhia. A vegetação e a fauna são peculiares: a Borda Norte está mais de 300 metros acima da Borda Sul; o clima é mais frio e o ar, mais rarefeito”. Outra opção de visita, segundo Ricardo Freire, é a pequena cidade de Page, onde localiza-se o Glen Canyon – uma espécie de antessala do Grand Canyon.

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