Desativada 2

Festa do Cinema

Redação DM

Publicado em 5 de abril de 2016 às 02:09 | Atualizado há 1 ano

A noite dessa segunda dia 4 de Abril, celebra visualmente a produção de narrativas cinematográficas no olho do furacão, na praça cívica, em uma das salas de cinema mais importantes do País. O anfitrião do evento é o cineasta Ângelo Lima que apresenta ao público goiano, três obras de sua autoria.O primeiro filme vem bem a calhar com o momento político atual em que vivemos no Brasil, e segundo Ângelo, além de provocar também serve para não deixar esse período sombrio da nossa história ser esquecido. Se trata do curta metragem de ficção, Nódoas.

O filme se passa no período do fim da ditadura militar no Brasil, começo da anistia. A história central é com um personagem, no caso um torturador, que vive angustiado e solitário com seus fantasmas e memórias em um quarto. O roteiro é inspirado no conto do escritor Valdivino Braz chamado“o torturador ele só, sem sua turma e longe da putíssima senhora sua mãe”.

O filme que teve como locação a cidade de Pirenópolis no interior de Goiás, teve uma produção relativamente rápida, com uma semana para a montagem do cenário, cinco dias para a gravação das cenas e pouco mais de um mês para a edição e finalização. Esse trabalho rendeu uma obra de 15 minutos, que segundo o diretor é um soco certeiro no estômago.

Para Ângelo Lima, que tem 65 anos e quase 48 de carreira no cinema, tendo feito o primeiro curta aos 17 anos, as produções que ele faz e participa são construídas para provocar. Esse curta, Nódoas, é “cinema político, que pode e deve ser utilizado como uma arma” completou Lima.O diretor participou ativamente do movimento Superoistista (uso de câmeras Super 8) nos anos 80 e 90, em Recife. Já teve alguns curtas selecionados em vários festivais, como o FICA, onde conseguiu participar com dois filmes no mesmo ano, o que é um feito bastante raro. Ângelo comenta que a produção de cinema em Goiás cresceu muito, apesar da visibilidade e escoamento dessas obras ainda deixar a desejar.

Nesse sentido ele pontua sua preocupação com as traduções e legendas de seus filmes, que sempre tem pelo menos três opções: inglês, espanhol e italiano. “Com legendas e disponível na internet para todos assistirem, fica mais fácil a produção sair daqui e ser vista por mais pessoas” comentou. Outra forma que ele sugere, é que os filmes goianos sejam passados nas escolas públicas, para que os jovens do estado conheçam e tenham referências locais, além de levantar debates importantes.

Além do Nódoas, a noite de hoje presenteia os espectadores do Cine Cultura com outros dois filmes. O documentário “Baque Solto en Buenos Aires”, mostra a história do Maracatu e a festa em torno dessa cultura. O nome brinca com uma cidade do interior do Pernambuco chamada Buenos Aires, onde a tradição do Maracatu é muito forte. Na chamada do filme, tem os versos: “Onde Carlos Gardel nunca cantou, Astor Piazzola jamis tocou; O tango não é dançado, mas Buenos Aires é chamado.”

O terceiro filme é outro documentário, de nome “Hoje a Mangueira Entra”, que narra a história e apresentação de um bloco de carnaval de mesmo nome. Ângelo conta que se interessa bastante pelas expressões de cultura nacional, manifestadas em festas, músicas e folias, com seu ápice no carnaval.

Para quem não quer perder o fio da história além de uma festa em si (inclusive com bebidas), a hora de visitar o Cine Cultura é agora. Hoje a noite as 20 horas, com entrada franca e aberta a todos os interessados em pegar uma boa sessão de cinema. O Cine Cultura fica na Praça Cívica, no centro cultural Marieta Teles, bem em frente ao palácio das Esmeraldas.

Serviço:

Lançamento do filme Nódoas

Data:

Segunda dia 04/04 (Hoje)

Horário:

Local:

Cine Cultura (Praça Cívica]0

Entrada franca

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