Desativada 2

Fica de calor e chuva

Redação DM

Publicado em 18 de agosto de 2016 às 02:06 | Atualizado há 1 ano

De tudo um pouco, manifestação que aqueceu a primeira noite do Fica até a esperada chuva pra esfriar os ânimos

O Festival Internacional de Cinema Ambiental, ao que parece, está vazio comparado aos anos anteriores. O primeiro dia do evento foi marcado por uma forte chuva, para a alegria dos locais, já que a cidade estava sofrendo com a escassez e manifestação de cunho político na cerimônia de abertura.

A cidade de Goiás, que abriga o evento, acaba sofrendo um pouco para recepcionar o festival. Afinal, não é fácil estar passando por um problema hídrico e ter que dividir a água com as milhares de pessoas que vêm para o festival. Em vários lugares, principalmente nos hotéis e pousadas, os forasteiros são avisados por cartazes pra pegarem leve com a água, pois o momento é delicado.

Voltando à cerimônia de abertura, o grito que ecoou no Cinemão, antigo Colégio Santana, foram de “Fora Temer” e “Fora Marconi” e “Educação não é mercadoria”. O governador do Estado de Goiás não estava presente e quem segurou o rojão foi a secretária estadual de Educação, Cultura e Esporte, Raquel Teixeira. Os manifestantes fizeram uma curta passeata, sem muita exaltação de ânimo e de forma pacífica e se dispersaram rapidamente.

Cartazes de manifestação em relação a discussões sobre educação na cerimônia de abertura do Fica

A secretária, antes do início do evento, disse em entrevista que o festival estava amadurecendo e que sua conexão com a comunidade local estaria mais complexa. “Nessa edição de 2016, em que atinge a maioridade, o festival está mais conectado com a comunidade que nunca, focado na valorização de Goiás, do cinema, do Cerrado como grande fronteira alimentar do mundo.” O governador tinha se pronunciado anteriormente a respeito dessa 18ª edição com uma fala genérica: “Esse festival celebra as artes visuais, o cinema, o meio ambiente, a música e a cultura.”

O festival, que por anos foi palco de shows gloriosos com atrações de alcance nacional e internacional, nos últimos dois anos tem passado por uma certa contenção de proporções. Antes, os finais de semana repletos de apresentações que atraíam milhares de pessoas, agora se resumem apenas a um ápice, a apresentação de domingo, que nesse ano fica por conta de Elba Ramalho e Geraldo Azevedo.

Em compensação, de fato o cinema teve seu passe um pouco mais valorizado, pois esse ano o dinheiro destinado a premiar os cineastas teve um acréscimo. Este ano o festival vai distribuir R$ 280 mil em prêmios, R$ 40 mil a mais que nas edições anteriores.

O festival necessita de um equilíbrio. Afinal, se os recursos financeiros impedem grandes shows music,ais a música local independente podia ter tomado o espaço. Tantas bandas goianas não poderiam aproveitar o espaço desse evento de grande porte e ter seu trabalho reconhecido e obviamente incentivado financeiramente. E só pra não esquecer, hoje é dia de clássico, show do Marcelo Barra no Palácio Conde dos Arcos.

Sob o olhar de todos

A tarde de ontem foi a hora e a vez da molecada dos colégios estaduais da cidade de Goiás mostrar que também pode fazer cinema. Esta mostra está incluída no Programa de Conscientização Ambiental e Cidadania da Secima – Secretaria do Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos.

Crianças e jovens saindo da sala de aula e participando ativamente do festival. Muitos grupos de diversas escolas públicas se reuniram no Espaço da Secretaria de Meio Ambiente no Quartel do XX.

O Colégio da Polícia Militar de Goiás Unidade Dionária Rocha produziu um filme sobre a questão hidrográfica do Rio Paranaíba. No primeiro dia da mostra de filmes de colégios estaduais alunos do CPMG da cidade de Goiás assistiram ao documentário feito pelos colegas de Itumbiara. Uma produção simples, limpa e informativa dos alunos do Dionária Rocha mostrou que consciência e cinema não têm idade.

Além da Mostra dos colégios, a Secima lançou a ideia de uma exposição coletiva chamada Olhares do Fica. A ideia é divulgar digitalmente fotos do evento nas redes sociais acompanhadas da hashtag #olharesdofica. Seu olhar sobre o evento será compartilhado e forma-se então um arquivo rico de olhares diversos. Uma equipe designada pela secretaria vai imprimir as melhores fotos e expor as colaborações em espaços de grande circulação de pessoas na cidade.

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