Novembro Negro
Redação DM
Publicado em 22 de novembro de 2016 às 00:36 | Atualizado há 2 anosEm celebração ao mês da consciência negra, acontece em Goiânia a primeira edição da exposição “Negritude Pública: Arte Itinerante”, que abre amanhã e fica em cartaz até o dia 30 de novembro, na Vila Cultura Cora Coralina. A mostra é uma iniciativa do empresário Omar Layunta (através do Projeto “Espaço Cultural Pax Domini”) e conta com a produção da Beijar-flor do Cerrado e da Cia. Teatral Zumbi dos Palmares.
Para incentivar artistas negros e combater o preconceito por meio da educação, formação e, claro da arte, a produção do evento se preocupou em proporcionar ao público um mergulho à realidade do negro no Brasil, não apenas com uma exposição de artes plásticas, debates e apresentações culturais.
“O projeto tem como objetivo estimular a aproximação entre grupos afrodescendentes por meio da arte e manifestações culturais nas mais diversas linguagens artísticas, procurando levar ao público a oportunidade de conhecer, apreciar e valorizar as diferentes etnias”, diz a apresentação do evento, em sua página no Facebook.

Pintura e conversa
Entre as diversas manifestações culturais que a mostra traz um dos destaques será uma exposição de arte, que traz artistas e telas que remetem à luta dos negros. A curadoria é do artista plástico dinamarquês Ole Linning Jorgensen, que selecionou para integrar a mostra obras dos artistas plásticos: Matheus Quirino, Regina Serafim, Lu Rafinha, Reinaldo Rodrigues, Benedita Veras, Clemente Maciel poderão ser conferidas no centro cultural, bem como textos do Poeta Douglas Vieira.
Mas, como o dito, a exposição não para por aí e, a Negritude Pública, que quer através da arte, combater o preconceito, traz também momentos de reflexão. Um deles acontece na abertura, com o debate “De Cara Com a Negritude”. Nele, grandes pesquisadores da cultura negra vão falar da importância da arte no combate às diversas formas de intolerância religiosa, com ênfase nas religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda, por exemplo.
A mesa, que vai contar com a mediação do jornalista Handerson Pancieri, tem como um dos convidados especiais o professor, advogado e escritor de livros, como: “Racismo à Brasileira: Raízes Históricas e “Teatro Negro de Goiás”, Martiniano José da Silva.
Complementam ainda o debate: Patrick de Oliveira Silva (Psicólogo, Psicanalista, Palestrante especializado na questão dos Efeitos Psíquicos do Racismo Institucional e Saúde da População Negra), Gustavo Brito (Professor de Língua Portuguesa e Literatura Africana e o compositor, músico, cantor, arranjador e produtor musical Dimerval Felipe da Silva (Bororó).

1ª Edição–Negritude Pública: Arte Itinerante
Coquetel de Abertura: Amanhã, às 20h
Visitação: de 23 a 30 de novembro, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 18h horas, e sábado e domingo, das 9 às 15 horas
Onde: Hall da Sala de Exposições Principal da Vila Cultural Cora Coralina (escadarias da Av. Tocantins e Rua 23- Centro)
Telefone: (62) 3201-8170 / 3201-9863
Entrada Gratuita