Desativada 2

Pequeno Pardal

Redação DM

Publicado em 21 de dezembro de 2015 às 22:15 | Atualizado há 1 ano

Reconhecida como uma das maiores vozes da chanson francesa, Édith Piaf é também uma das estrelas do país a ganhar fama internacional. Viveu 47 anos intensos, marcados por uma infância sofrida e pelos excessos permitidos pela fama. Começou a cantar ainda criança, e foi descoberta aos 20 anos quando se apresentou nas ruas. Entre sés maiores sucessos estão ‘Non, je ne regrette rien’ (tema do filme A Origem, de 2010), ‘ Hymne à l’amour’, ‘Milord’, ‘La foule’ e ‘Padam… Padam…’. Durante sua carreira também contribuiu como atriz e compositora.

No fórum virtual RateYourMusic, algumas resenhas descrevem impressões sobre o trabalho de Édith. O usuário norte-americano Yerblues escreveu sobre o álbum Encores parisiennes, lançado em 1952. O texto, de 2013, traz as seguintes palavras: “Este lançamento da Columbia Records em 1952 captura Édith Piaf no auge de seus poderes. A voz transcendente de Piaf casa-se muito bem com a orquestra’. As duas primeiras faixas, ‘Jezebel’ e ‘Padam… Padam…’ estão entre suas melhores performances. A maioria das outras canções é sobre desilusões amorosas, mas não são vazias. É um testamento da voz de Piaf, que capta um grande raio de emoções.

Infância

Reza a lenda que a menina Édith Giovanna Gauson teria nascdo em uma calçada na Rua Beville 72, em Paris. Sua certidão de nascimento, em contrapartida, cita o Hospital Tenon como local de nascimento. Seu pai era um artista de rua, enquanto sua mãe cantava em um café no subúrbio. Ela foi abandonada por eles logo que nasceu, e deixada aos cuidados da avó materna, que negligenciava cuidados básicos à menina como higiene e afeto.

Aos sete anos ficou temporariamente cega devido a uma ceratite. Só voltou a enxergar depois de orar insistentemente diante do túmulo de Thérèse of Lisieux, a Santa Terezinha, devoção da cantora durante o resto de sua vida. Aos 16 anos conheceu seu primeiro homem, Louis Dupont. Aos dezoito anos deu à luz sua primeira e única criança. Marcelle, que foi abandonada pela mãe e cuidada pelo pai, morreu aos dois anos de idade de meningite.

Carreira

Louis Leplée foi o primeiro mentor de Édith como cantora. Deu a ela o nome artístico de “La Môme Piaf” que significava “pequeno pardal”. O motivo do apelido era a voz potente combinada à estatura baixa de 1,42m. Em 1936, após o lançamento do primeiro disco de sucesso de Môme Piaf, Laplée seria assassinado e as suspeitas cairiam sobre a cantora, pois ela tinha ligações com os criminosos da época em que cantava na rua. Foi inocentada, mas sua imagem ficou abalada na mídia. Raymond Asso conseguiu reergue-la mudando seu nome artístico para Édith Piaf.

No fim da década de 1940, a cantora já era conhecida mundialmente, e fez uma série de apresentações nos Estados Unidos, onde conheceu o grande amor de sua vida: o pulgilista Marcel Cerdan, nascido na Argélia. O romance, no entanto, durou cerca de um ano, pois Marcel morreu em 1949, vítima de um acidente de avião, quando voava de Paris à Nova Iorque para encontrar-se com Édith. A cantora ficou arrasada, e adquiriu um vício que a acompanharia até o fim da vida: injetar doses de morfina.

A vida da cantora foi de vários envolvimentos românticos, quase todos com pessoas do meio artístico. Em 1963, faleceu aos 47 anos, com uma saúde frágil devido a seus excessos. O diagnóstico foi hemorragia interna, depois de passar por um período em coma. O fim da vida de Édith nada lembrou o início, marcado por pobreza e dificuldades. Em uma casa de praia alugada, passou os últimos meses de sua vida em uma casa alugada na praia, com mais de 25 cômodos. Foi um período de fartura: almoços e jantares para 30 a 40 pessoas todos os dias, regados a champagne e uísque.


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia