Quem nunca mentiu que atire… Até parece
Redação DM
Publicado em 5 de abril de 2016 às 02:11 | Atualizado há 1 ano
Vamos combinar que a vida é uma mentira, uma brincadeira de mau gosto por vezes. Mas o fato é que tristeza não paga dívida, então vamos celebrar. Hoje, primeiro de abril, é dia de pedir a namorada em casamento e tirar do bolso um anelzinho de plástico e falar “Pegadinha do Malandro, glu-glu, ie-ie”. Talvez você tome uma porrada, mas vai ser engraçado.
Existe um filme que tem uma sacada muito legal spbre o assunto, chamado “A invenção da mentira”. Uma ficção que imagina um mundo onde não exista mentira e a publicidade é uma coisa como “Pepsi, pra quando não tiver coca”. Pensemos, que mundo absurdamente chato. Imagine um mundo onde as prostitutas não digam “Você é o melhor amante que eu já tive”. Precisamos da mentira, ela nos salva da mediocridade humana. Gente que fala “Eu odeio mentira” é porque não domina a técnica.
Obviamente há mentiras muito chatas e incômodas, como as contas em paraísos fiscais com dinheiro desviado de obras que o Maluf não tem. Ou o jornalismo imparcial que os meios de comunicação nos oferecem.Mas há mentiras tão tolas e necessárias, como falar “Vai assim amiga linda. Se você não for com essa roupa, eu vou”. Parece bobagem, mas resolve muitas coisas, aumenta a auto-estima da amiga e te economiza tempo de espera pra ela se trocar novamente.
A utilidade dessa data
Sabe o que é útil nesse dia, bom pra assumir a homossexualidade pra família. Você chama uma reunião e fala “Família, sou gay” se a sua família for firmeza vocês se abraçam e fica tudo bem. Mas se sua mãe for uma louca conservadora e der um começo de infarto você fala “Primeiro de abril, vamos almoçar galera!”.
Inclusive pode ser usada a mesma técnica para diversas situações. Como se declarar para a paixão platônica. “Pessoa, sempre te amei, você é o ar que eu respiro” e toda essa loucura psicótica, se a pessoa der um sorrisinho sem graça você pergunta “E aí,
se beijar?”. Caso ela responda algo do tipo “Eca, você perdeu o juízo?”, grita aquele “Primeiro de abril, não acredito que você caiu” bem maroto, força uma gargalhada e vai pra casa chorar.
Só mais um exemplo das maravilhosas oportunidades que essa fata oferece. Chega pro seu chefe e despeja tudo o que você vem guardando no peito “Você é um pulha, um boçal, um cretino, em um mundo justo você engraxaria meus sapatos” e depois fala bem rápido “Primeiro de abril! O senhor sabe que eu te admiro muito como pessoa e profissional”. Não é possível que uma brincadeira pra descontrair gere uma demissão por justa causa.
E o Oscar de mentira mais genial vai para…
Mentirosos são pessoas maravilhosas, eles reajustam a verdade pra ficar mais tragável, não tem como uma pessoa ser melhor que isso. O melhor tipo de mentiroso é aquele que mente mesmo quando ninguém perguntou nada, não lhe foram cobradas respostas que o levaram a mentir, fazem só por motivo de é divertido.
Por exemplo a grávida de Taubaté, gente ela foi na TV em rede nacional com uma bola de praia debaixo do vestido, por motivos de… Realmente nunca entendi, mas até que foi engraçado. Deviam dar um prêmio pra essa mulher, temos que admitir que ela é corajosa, ou insana mesmo. Por bem ou mal ela ficou pra história até mais do que teria se realmente tivesse parido uma ninhada de quatro crianças. Mas tudo que ela ganhou foi um processo e não um Oscar, não existe justiça nesse país.

Outro mito da mentira a nível internacional, a campanha “Cala a boca Galvão”. O melhor do brasileiro é a nossa disposição para o escárnio. Uma nação inteira se mobilizou pra divulgar a voz do nosso peito que dizia “Cala a boca Galvão”, melhor pegadinha coletiva de todos os tempos. Pra quem não se lembra aconteceu uma divulgação massiva, para todo o mundo, de que a expressão se referia a uma campanha de proteção de uma ave rara o “Galvão”. Comunidade internacional sensibilizada espalhou essa mensagem pelo mundo. Genial é o único termo possível.
De onde surgiu o 1° de abril
A revista Mundo Estranho, conta como começaram as brincadeiras de 1° de abril.”A brincadeira surgiu na França, no reinado de Carlos IX (1560-1574). Desde o começo do século XVI, o ano- novo era comemorado em 25 de março, com a chegada da primavera. As festas, que incluíam troca de presentes e animados bailes noite adentro, duravam uma semana, terminando em 1º de abril. Em 1562, porém, o papa Gregório XIII (1502-1585) instituiu um novo calendário para todo o mundo cristão – o chamado calendário gregoriano – em que o ano-novo caía em 1º de janeiro. O rei francês só seguiu o decreto papal dois anos depois, em 1564, e, mesmo assim, os franceses que resistiram à mudança, ou a ignoraram ou a esqueceram, mantiveram a comemoração na antiga data. Alguns gozadores começaram a ridicularizar esse apego enviando aos conservadores adeptos do calendário anterior – apelidados de “bobos de abril” – presentes estranhos e convites para festas inexistentes. Com o tempo, a galhofa firmou-se em todo o país, de onde, cerca de 200 anos depois, migrou para a Inglaterra e daí para o mundo”.