R$ 34 milhões à cultura
Redação DM
Publicado em 24 de setembro de 2016 às 02:57 | Atualizado há 1 ano- Estado quer alcançar objetivo-macro até 2018 para ver se o Fundo de Cultura se enraizou, diz Sacha Witkowski
- A novidade para o ano de 2016 é a montagem de um “tripé”: formação, difusão e estruturação, explica ele
- Expectativa é atingir pelo menos 100 municípios com mais de 1.500 projetos culturais, anuncia, animado
R$ 34 milhões para 21 áreas: é o que irá liberar o Fundo Estadual de Cultura de 2016. As inscrições foram abertas, ontem. Em setembro, as áreas de Literatura, Circo, Hip-Hop e Novos Artistas, além de Museus, Arquivos, Bibliotecas e Patrimônio Imaterial. Para o mês de outubro, Estímulo ao Restauro, Audiovisual, Dinamização de Espaços, Fomento à Juventude, Demandas Culturais e Artes nas Escolas. Novembro, Artes Visuais, Música Erudita, Artes Integradas e Teatro. Já em dezembro, Dança e Fomento aos municípios. Janeiro de 2017, Mobilidade Cultura e Música. Fevereiro, Audiovisual. O interessado em apresentar projetos terá 45 dias para se inscrever em cada edital. Dois projetos podem ser inscritos por edital.
– A novidade de 2016 é a montagem de um tripé para a formulação dos editais: formação, difusão e estruturação. A Seduce obteve todas as condições para a sua construção.
É o que revela ao DMRevista o coordenador-geral do Fundo Estadual de Cultura, Sacha Witkowski, formado em Dança, pela Universidade Federal de Goiás [UFG]. É o que irá nortear as políticas públicas da Seduce para o Fundo de Cultura, explica. Os setores de Cultura precisam de formação, difusão para o Brasil e o exterior, o fortalecimento da Cultura goiana, e a estruturação da cadeia produtiva, adianta, animado. Antes, o Fundo de Cultura não possuía um norte, frisa. A estratégia, hoje, é estruturar a área artística e cultural no Estado de Goiás, pontua. O foco é o fomento, para que, com o Fundo Estadual, a cultura e as artes se consolidem na sociedade, frisa.
– As entidades culturais, como proponentes, podem apresentar quantos projetos forem necessários. O que irá fortalecê-las. Além de retirar o setor da informalidade!
Números oficiais
Dados do Portal do Estado mostram que o último Fundo de Cultura, o do ano de 2015, teria liberado R$ 27 milhões e 500 mil. O número de projetos inscritos totalizou 1.084. Os aprovados foram 270, de 33 municípios. A expectativa para 2016 é atingir pelo menos 100 municípios, dos 246 existentes no Estado de Goiás. É que um terço dos projetos culturais que serão aprovados vai ser destinado a proponentes residentes no interior. A ideia é chegar a 1.500 projetos culturais inscritos, relata Sacha Witkowski. A proposta original é dar capilaridade ao Fundo de Cultura, sublinha. Interiorizá-lo, destaca. Não custa lembrar: o número de editais a serem publicados pulou de 13 para 21. Não há alguma área da Cultura que não esteja contemplada direta ou indiretamente, explica o coordenador-geral do Fundo de Cultura.
– Essa é a intenção da professora Raquel Teixeira [Professora da UFG, ex-deputada federal e titular da Seduce]! O Fundo de Cultura é um programa de Política de Estado para dar acesso à Cultura a toda a sociedade goiana.
Os 21 editais foram divididos em programas para fazer uma conexão com os múltiplos setores da Cultura, com as unidades da Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esportes, com os pontos de cultura, assim como com entidades e projetos, registra. Os três programas são: o Programa Estratégico em Cultura, que inclui os sete novos editais; o Programa de Eixos Culturais, os tradicionais; além do Programa do Patrimônio Goiano, áreas que operam com os patrimônios imaterial e material. O resultado dos editais foi construído pela Seduce, Conselho Estadual de Cultura de Goiás e sociedade civil, com 10 reuniões setoriais, aponta o gestor. É a síntese do estudo de 100 editais públicos e privados de cultura no País, revela com exclusividade.
– A meta é procurar preencher lacunas existentes no Estado de Goiás e corrigir supostos déficits.
Democracia e pluralismo
O coordenador-geral do Fundo Estadual de Cultura, Sacha Witkowski, informa ao DMRevista que teve total autonomia, concedida pela secretária de Educação, Cultura e Esportes, professora Raquel Teixeira, e pelo superintendente-Executivo de Cultura, Nasr Chaul. Para ir atrás de dados e propor mudanças, acatadas pelos órgãos jurídicos da Seduce, relata. Mais: o Conselho Estadual de Cultura contribuiu de forma efetiva, narra. As reuniões setoriais foram um exercício da democracia direta permitida pela secretária, fuzila ele. O novo layout do Fundo Estadual de Cultura faz uma revolução, acredita. Os editais atingem 0,5% da receita corrente líquida, como a Lei determina, repete. “É o Estado de Goiás que se abre, hoje, para múltiplos setores, já que está plugado nas transformações e na modernização da sociedade.”
– O Governo do Estado quer atingir o objetivo-macro até 2018, para ver se o Fundo de Cultura se enraizou na sociedade! O Fundo de Cultura é o principal mecanismo de fomento do Estado, que possibilita o crescimento Cultural, econômico e social
As inscrições e também as avaliações serão totalmente informatizadas, garante. O sistema de inscrição e de avaliação foi criado pela Superintendência de Acompanhamento dos Programas Institucionais, com Ralph Rangel à frente, pontua. Para dar suporte ao proponente, frisa. A equipe criada para o Fundo de Cultura é composta por Arianne Cardoso, Sâmella Karize, Karla Bueno, Ludmilla Basto, Nery Neto e Maurício Bessa. Sob a coordenação de Sacha Witkowski. O processo geral está sob o comando de Raquel Teixeira e Nasr Chaul. A orientação é ter tolerância zero com o erro, metralha Sacha Witkowski. O Fundo de Cultura terá um site próprio, relata. Assim como um edital em Libras [Língua Brasileira de Sinais] e em Braile, que está avançado, uma medida única adotada em todo o Brasil, atira.
– As propostas de mudanças foram formuladas e executadas pela Seduce.
Os sete novos editais incluem áreas que não estavam, até então, contempladas nem no Fundo de Cultura, muito menos na Lei Goyazes, narra Sacha Witkowski. Como o Estímulo ao Novo Artista [Artistas amadores e em início de carreira], Hip-Hop [Um olhar para a cultura da periferia], Juventude [Proposto pelo Conselho Estadual da Juventude. É o terceiro Estado no Brasil a ter esse edital – SP, ES e Goiás], Dinamização de Espaços Culturais, que podem ser públicos ou privados, para projetos de ocupação, Mobilidade Cultural, Artes nas Escolas, para a formação artística e cultural dos alunos e dos professores, além de Demandas Culturais. Esse último refere-se a Artesanato, Moda, Cultura Digital, Gastronomia, Cultura de Matriz Africana e Temática LGBT. Ações inéditas na área de política pública para a Cultura que o Estado de Goiás, através da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte, implanta no Estado, conceitua o gestor cultural.
– Uma verdadeira revolução cultural!
Serviço
Fundo de Cultura: 21 editais
Inscrições: a partir de ontem
Prazo por edital: 45 dias
Total de recursos: R$ 34 milhões
Titular da Seduce: Raquel Teixeira
Coordenador-geral do Fundo Estadual de Cultura: Sacha Witkowski
Superintendente-executivo: Nasr Chaul
