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Rua 8 celebra cultura migrante com festival que começa nesta quinta (18/12)

Redação Online

Publicado em 17 de dezembro de 2025 às 20:55 | Atualizado há 6 meses

Cenário urbano: evento será realizado hoje e amanhã no Beco da Rua 8, no Setor Central
Cenário urbano: evento será realizado hoje e amanhã no Beco da Rua 8, no Setor Central

Marcus Vinícius Beck

O 1º Festival da Cultura Migrante chega nesta quinta e sexta (18 e 19/12) ao Beco da Rua 8, no Centro. Na programação, gastronomia, arte, música, cinema, formação e debates revelam a contribuição dos povos migrantes para a vida social, econômica e cultural de Goiânia. 

Com entrada gratuita, o evento multicultural envolve diferentes identidades, sotaques, saberes e trajetórias, ampliando o diálogo entre comunidades e a população goianiense. O rolê ocupa o espaço público das 16h às 23h, tanto hoje quanto amanhã.

Nyna Costa, à frente da organização, afirma que o Festival de Cultura Migrante representa um marco para que seja reconhecida a diversidade na capital. Para ela, ao aglutinar todas essas manifestações, a iniciativa combate o racismo, a xenofobia e a intolerância religiosa. 

“Além disso, o festival fortalece o sentimento de pertencimento entre migrantes, refugiados e a população goianiense”, sentencia Nyna. “A iniciativa também cria espaço de diálogo intercultural, incentivando a troca de saberes e experiências entre diferentes comunidades.” 

A programação se inicia na quinta com a Feira Gastronômica e Cultural. Entre 17h e 19h, do mesmo dia, será realizada a roda de conversa sobre documentação para migrantes, com tira-dúvidas sobre regularização documental e, principalmente, acesso a direitos. 

Nyna Costa, organizadora do 1º Festival da Cultura Migrante – Foto: Acervo Pessoal

Cerimônia

Na sequência, às 18h, ocorre a oficina de Produção Cultural, com Yasmin Lauck e Fummas, voltada à formação prática de migrantes interessados em atuar na cena cultural goianiense. Depois disso, acontece a cerimônia de abertura e solenidade de homenagens.

Conduzido por Eukarelis, o reunião acena para lideranças e iniciativas migrantes. A noite se encerra com a discotecagem Multicultural, em que DJs locais e migrantes botam o som para a galera, celebrando trocas sonoras e intercâmbios culturais a partir da música.

De acordo com o jornalista Heitor Vilela, também organizador, o festival emerge na cidade para gerar memórias que enriquecem Goiânia. “É um convite ao encontro, ao respeito e ao reconhecimento das contribuições dos migrantes para a cidade”, salienta Heitor. 

Nessa toada, a sexta começa com a Feira Gastronômica e Cultural. Mais tarde, às 19h, sucede-se a roda de conversa “Juventudes e Culturas Urbanas na Integração”, mediada por Antón Corbacho Quintela e com facilitação de Augusto Mendes, na qual se abordará música, dança, artes urbanas e o papel das linguagens culturais no sentimento de pertencimento. 

No mesmo horário, acontece a oficina Introdução à Discotecagem, com Yasmin Lauck e Fummas. Yasmin falará sobre formação prática e técnicas de mixagens. Às 20h, será exibido o filme “Liberdade”, lançado em 2018 pelos diretores Pedro Nishi e Vinícius Silva. 

Logo depois, o pesquisador Antón Corbacho Quintela media debate com facilitação de Augusto Mendes (Amira). Das 21h às 23h, a festa “Som das Fronteiras” encerra a programação com discotecagem multicultural de Fummas e DJs migrantes convidados. 

Foto: Heitor Vilela


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