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Casal suspeito de lavar milhões para o Comando Vermelho segue foragido, diz MP-GO

Redação Online

Publicado em 20 de novembro de 2025 às 20:20 | Atualizado há 7 meses

A Operação Cifra Vermelha resultou de um ano de apurações e alcançou imóveis e alvos em Goiânia
A Operação Cifra Vermelha resultou de um ano de apurações e alcançou imóveis e alvos em Goiânia

O Ministério Público de Goiás afirma que um casal goiano, apontado como operador financeiro do Comando Vermelho no estado, permanece foragido. Eles integraram a lista de alvos da Operação Cifra Vermelha, deflagrada pelo Gaeco na última terça-feira (18/11). As investigações revelam que o casal controlava o núcleo financeiro da facção e utilizava contas bancárias abertas em nome dos filhos, de apenas 12 e 14 anos, para movimentar recursos enviados por traficantes.

Segundo o promotor Marcelo Amaral Borges, integrantes do Gaeco, as empresas ligadas ao casal possuíam objetos sociais amplos, o que favorecia a dissimulação de milhões de reais provenientes do tráfico de drogas. O processo tramita sob sigilo, e a reportagem não conseguiu contato com a defesa dos investigados.

A Operação Cifra Vermelha resultou de um ano de apurações e alcançou imóveis e alvos em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Palmeiras de Goiás e outras localidades conectadas à organização criminosa. A ofensiva cumpriu 13 mandados de busca e apreensão e 7 de prisão, com 6 detenções confirmadas.

As autoridades sequestraram mais de R$ 28 milhões, apreenderam quatro veículos e três armas de fogo. As investigações mostram que centenas de pessoas ligadas à facção utilizavam as empresas criadas pelo casal e por cúmplices para camuflar transações milionárias. Um contador responsável pela formalização das empresas “laranjas” acabou preso.

Foto: MPGO

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