Homem é indiciado por feminicídio após matar namorada
Redação DM
Publicado em 31 de agosto de 2023 às 23:12 | Atualizado há 3 anos
A Polícia Civil indiciou o homem responsável pela morte da namorada por enforcamento em Formosa, no Entorno do Distrito Federal. Ele será acusado de feminicídio qualificado. O laudo pericial confirmou que o homem agrediu Gislene Ramos de Jesus Santos, de 26 anos, mesmo depois dela ter desmaiado devido ao estrangulamento.
O perito criminal Douglas Cavalcanti detalhou que a vítima apresentava múltiplas lesões na face e no crânio, e a causa da morte foi um traumatismo cranioencefálico. Há indícios de que o agressor continuou a agredir a vítima após ela ter desmaiado. As informações são do G1.
A investigação também revelou que a residência onde o crime ocorreu estava limpa, indicando que o suspeito tentou ocultar as evidências do crime. Após cometer o homicídio, ele simplesmente limpou o local e foi dormir.
O crime aconteceu em 22 de agosto na casa onde o suspeito vivia com os avós. Gislene estava lá enquanto aguardava a desocupação da casa que havia alugado. O casal estava junto há apenas 15 dias e teve uma discussão motivada por ciúmes.
Durante o conflito, o homem enforcou a namorada, que tentou se defender arranhando-o. Ela acabou desmaiando, e o agressor continuou a agredi-la, provavelmente com socos ou chutes, conforme relatou o delegado responsável pelo caso. Existem fotos que mostram as marcas dos arranhões na pele do suspeito.
Após cometer o assassinato, o homem levou o corpo da vítima para um matagal nos fundos de sua residência e, em seguida, foi dormir. No dia seguinte, ele confessou o crime a uma amiga, que o convenceu a se entregar à polícia.
O suspeito não foi indiciado por ocultação de cadáver, pois ele mesmo revelou o local onde o corpo estava aos policiais.
Antes de se entregar, o agressor enviou uma mensagem a um pastor, informando sua intenção de se entregar à polícia e pedindo uma oração por ele.
O homem continua detido desde que confessou o crime, e, se condenado, poderá cumprir uma pena de até 30 anos. O inquérito foi encerrado e encaminhado à Justiça.