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11 dicas para minimizar o consumismo infantil no Natal

diario da manha

As pessoas quando per­guntadas sobre qual o seu aspecto favorito do Natal possivelmente podem oferecer a resposta clássica: “O espírito natalino, a soli­dariedade e o amor que toma conta das pessoas.” A não ser que sejam pessoas sinceras, que respondem “a comida e o vinho”. Para as crianças os pre­sentes e os doces são os me­lhores momentos. Pois bem, esta festa cristã atinge vários corações, não se pode duvidar disso, mas atinge de formas bem diferentes por assim dizer.

O Natal é uma das épocas do ano em que há um crescimen­to significativo nos apelos para o consumo, e entre os principais alvos dessas estratégias estão as crianças. O direcionamento de publicidade ao público infantil aumenta significativamente no fim do ano. Por isso é importante que as famílias estejam atentas e procurem alternativas para evi­tar o consumo excessivo.

Uma alternativa pode ser uma feira de troca. As Feiras de Trocas de Brinquedos são uma maneira engajada e di­vertida de repensar a forma como consumimos, envolven­do adultos e crianças. A ini­ciativa faz parte do programa Criança e Consumo, que atua desde 2006 para sensibilizar as pessoas sobre as consequên­cias do consumismo infan­til, e minimizar e prevenir os prejuízos decorrentes dele. Ao invés de propagar o acúmulo, estimular o desapego.

A resolução 163/2014 do Co­nanda (Conselho Nacional dos Di­reitos da Criança e do Adolescen­te) dispõe sobre a abusividade do direcionamento de publicidade e de comunicação mercadológica (qualquer atividade de comuni­cação voltada para o oferecimen­to de bens e serviços) à criança e ao adolescente. Esta resolução informa que é proibida publici­dade direcionada ao público in­fantil, utilizando linguagem in­fantil, ou outros mecanismos que possam persuadir a criança ao consumo.

 

Confira dicas para desestimular o consumismo infantil no Natal e para ajudar pais, mães e responsáveis a proteger as crianças das publicidades dirigidas a elas

 

  1. DÊ O EXEMPLO

Consumir por impulso e ao mesmo tempo querer educar uma criança para o consumo consciente pode ser pouco efi­caz. Ser coerente nas suas atitudes contri­bui para que as crianças do seu convívio estabeleçam relações mais atentas e res­ponsáveis com o ato de consumir.

  1. EVITE RELACIONAR LAZER A CONSUMO

Nas semanas que antecedem as festas, ascriançasnormalmentejáestãoemperío­do de férias. Muitos familiares costumam passear em grandes centros comerciais como uma maneira de entreter as crian­ças. Esse passeio, porém, expõe as crian­ças a um ambiente que estimula o desejo de comprar e faz com que ela associe lazer ao consumo. Procure programar passeios ao ar livre, em parques, jardins, praia, ou espaços onde as crianças possam brincar.

  1. FAÇA COMBINADOS

Combinar com as crianças como será o passeio e qual o objetivo antes de sair de casa pode ajudar muito a redu­zir os pedidos por impulso. Se a ida ao shopping é apenas para comprar um presente para al­guém, éimportantequeissoseja dito para a criança com antece­dência. Nas compras do super­mercado, por exemplo, é possí­vel combinar quantos e quais itens a criança poderá escolher da lista.

  1. DIZER “NÃO” É IMPORTANTE

Diante da insistência das crianças, é importante que mães, pais, responsáveis e familiares saibam que dizer ‘não’ faz par­te do processo educativo e pode ajudar as crianças a lidarem com frustrações futuras.

  1. MAIS PRESENÇA E MENOS PRESENTES

Procure conversar com a criança para que ela não as­socie, desde pequena, datas comemorativas com mo­mentos de consumo. Conte histórias de Natal e, se possí­vel, reúna a família para con­versar. As reuniões e festivida­des podem ser marcadas pelo afeto e pelas conexões fami­liares e não apenas pelo consumo.

  1. ENVOLVA AS CRIANÇAS NOS PROCESSOS

Sugira para os familiares e amigos ou­tros tipos de trocas durante o Natal. Já pen­sou em organizar um amigo secreto onde cada um faz o próprio presente? Envolva as crianças nessa elaboração. Decorar a casa reutilizando materiais, ou criando novos adereços com colagens e desenhos podeserumaboamaneiradeen­volvê-las. Outro momento ba­cana que as crianças podem participar com os adultos é na preparação das refeições.

  1. EVITE AS LONGAS LISTAS DE PRESENTES

Vale incentivar a criança a escolher o item que mais quer d a lista de presentes, ao invés de alimen­tar a expectativa de que vá ganhar todos. Outra ideia interessante é incluir na lista diferentes sugestões que não envolvam apenas bens materiais, mas que tragam uma experiência especial para os peque­nos, como um passeio, um piquenique de Natal no parque ou brincadeiras ao livre.

  1. DOAR O QUE NÃO SE USA MAIS

Mães, pais e responsáveis podem in­centivar os filhos a doar brinquedos não usados para outras crianças ou institui­ções que arrecadam brinquedos. Os pais podem sentar com os pequenos, sele­cionar alguns itens e explicar os moti­vos da doação, reforçando a importân­cia da empatia e solidariedade.

  1. ORGANIZE UMA FEIRA DE TROCAS DE BRINQUEDOS

Natal não precisa estar associado com brinquedos comprados e novos. Con­verse com as crianças sobre como é o processo de produção dos brinque­dos e o que acontece quando eles são descartados. Essa pode ser uma boa oportunidade para ensi­nar a criança sobre susten­tabilidade, e entusiasmá-la a trocar um brinquedo que não usa mais por outro, em uma atividade como a Feira de Trocas de Brinquedos. A iniciativa do Criança e Con­sumo foi criada há cinco anos, e é uma maneira engajada e divertida de repensar a forma como consumimos, envolvendo adultos e crianças.

  1. DIMINUA O USO DE TELAS

Sempre que possível procure conversar com as crianças sobre a publicidade abu­siva e explicar as motivações comerciais da empresa. Diminuir o tempo assistindo TV ou navegando na internet pode auxiliar na redução do assédio das empresas às crian­ças. Na internet, por exemplo, a publici­dade aparece de diferentes formas, como aplicativos, sites ou nos canais de youtu­bers mirins. Com a popularidade de algu­mas crianças youtubers, diversas empre­sas se aproveitam dessas audiências para enviar seus produtos aos apresentadores. Estes, muitas vezes, exibem em seus vídeos os ‘presentes’ para seu público composto praticamente só de crianças.

  1. DENUNCIE PUBLICIDADE DIRIGIDA ÀS CRIANÇAS

É possível cobrar das empresas o cum­primento da legislação e fazer denúncias aos órgãos de Defesa do Consumidor ou ao Criança e Consumo, caso se deparem com estratégias publicitárias direcionadas às crianças. Vale lembrar que direcionar pu­blicidade às crianças é abusivo, e portanto ilegal, conforme previsto no artigo 37, pará­grafo 2º, do Código de Defesa do Consumi­dor (CDC), e reforçado pela Resolução 163 de 2014 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).

 

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