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Curiosidades sobre a Islândia que parecem mentira, mas são reais

Redação DM

Publicado em 28 de agosto de 2025 às 20:31 | Atualizado há 8 horas

A Islândia é um dos países mais intrigantes do planeta. Isolada no meio do Oceano Atlântico Norte, essa ilha de paisagens dramáticas, vulcões ativos e auroras boreais tem encantado viajantes em busca de experiências fora do comum. Mas além dos cenários naturais de tirar o fôlego, o país também guarda peculiaridades que beiram o inacreditável.

A seguir, vamos explorar fatos curiosos sobre a Islândia que parecem mentira, mas são absolutamente verdadeiros. Prepare-se para se surpreender com leis inusitadas, fenômenos naturais raríssimos e aspectos culturais únicos que ajudam a explicar por que esse pequeno país nórdico é tão fascinante.

País sem exército e com um dos índices de criminalidade mais baixos do mundo

A Islândia é o único país da OTAN que não possui forças armadas permanentes. Isso mesmo: não há exército, marinha ou força aérea. A segurança é garantida por uma força policial desarmada e uma guarda costeira responsável por patrulhar as águas territoriais.

Apesar disso, a população vive com extrema tranquilidade. A taxa de criminalidade na Islândia está entre as mais baixas do mundo. Em Reykjavík, a capital, é comum ver crianças caminhando sozinhas até a escola e bicicletas deixadas destrancadas nas ruas.

A Islândia proíbe cães como animais de estimação (pelo menos em parte do passado)

Durante décadas, cães foram proibidos em Reykjavík, por conta de surtos de doenças transmitidas por parasitas. Embora a lei tenha sido flexibilizada nos anos 80, ainda hoje a posse de cães na capital depende de uma série de autorizações e registros específicos, tornando-os menos comuns como pets, principalmente em áreas urbanas.

Curiosamente, os islandeses desenvolveram um amor profundo por gatos, que são muito populares e frequentemente vistos vagando livremente pelas cidades.

Os islandeses ainda acreditam em elfos e criaturas místicas

Por mais surreal que pareça, uma parcela significativa da população acredita na existência de “huldufólk”, ou povo escondido. Essas figuras mitológicas, similares a elfos, fariam parte do folclore islandês e viveriam em formações rochosas e colinas.

Em diversas ocasiões, obras de infraestrutura foram paralisadas ou desviadas por supostamente afetarem habitats desses seres invisíveis. Engenheiros, ao lidar com protestos populares, muitas vezes contratam médiuns especializados em “negociar com os elfos”. Isso mostra como a mitologia ainda permeia o imaginário coletivo do país.

A Islândia é um laboratório vivo de fenômenos geotérmicos

Com mais de 130 vulcões ativos ou dormentes, a Islândia está situada sobre a Dorsal Mesoatlântica, o que a torna um dos pontos mais geologicamente ativos do planeta. Isso explica a abundância de gêiseres, fontes termais e atividade sísmica.

O mais curioso é que os islandeses usam essa energia para abastecer praticamente todo o país. Mais de 85% da matriz energética islandesa vem de fontes renováveis, principalmente geotermia e hidrelétricas. As casas são aquecidas com água quente proveniente do subsolo, e até as calçadas da capital são aquecidas no inverno para derreter a neve.

Nomes e sobrenomes funcionam de forma única na Islândia

Na Islândia, não se usa sobrenomes da maneira tradicional. Em vez disso, as pessoas recebem um patronímico (ou matronímico), que indica o nome do pai ou da mãe seguido de “son” (filho) ou “dóttir” (filha). Por exemplo, se o pai de uma menina se chama Jón, ela se chamará “Jónsdóttir”. Isso faz com que membros da mesma família tenham sobrenomes diferentes.

Outro detalhe curioso é que há um Comitê de Nomes na Islândia, responsável por aprovar novos nomes de bebês. O objetivo é preservar a tradição linguística islandesa e evitar nomes que possam causar constrangimento.

A Islândia não tem McDonald’s (e ninguém sente falta)

O último restaurante da rede McDonald’s na Islândia fechou em 2009, durante a crise econômica mundial. Desde então, nenhuma franquia retornou ao país. Em vez disso, os islandeses valorizam cadeias locais e ingredientes frescos.

O mais interessante? O último hambúrguer vendido no país está conservado até hoje em uma redoma de vidro, transmitido por uma webcam ao vivo como atração turística curiosa.

Na Islândia é possível nadar entre duas placas tectônicas

O Parque Nacional Þingvellir abriga a fissura de Silfra, uma fenda subaquática onde as placas tectônicas da América do Norte e da Eurásia estão se afastando. Essa separação cresce cerca de 2 centímetros por ano, e é um dos únicos lugares do mundo onde é possível mergulhar entre dois continentes.

A água de degelo que passa por filtros naturais de lava torna a visibilidade surpreendente, chegando a 100 metros de alcance. Silfra é considerada uma das experiências de mergulho mais impressionantes do mundo.

Durante o verão, o sol nunca se põe completamente

O famoso “sol da meia-noite” é uma realidade na Islândia durante o verão, especialmente nas regiões mais ao norte. De junho a agosto, os dias parecem intermináveis, com o céu claro mesmo durante a madrugada.

Esse fenômeno é provocado pela inclinação do eixo da Terra e a localização do país próximo ao Círculo Polar Ártico. Já no inverno, o oposto ocorre: os dias duram apenas algumas horas, o que contribui para a ocorrência de auroras boreais.

A Islândia é um dos países mais literários do planeta

Outro fato surpreendente sobre a Islândia é que um em cada dez islandeses já publicou um livro. A tradição literária é forte e celebrada, com destaque para o fenômeno conhecido como Jólabókaflóð, ou “inundação de livros do Natal”. Nessa época, os islandeses presenteiam uns aos outros com livros na véspera de Natal e costumam passar a noite lendo, acompanhados de chocolate quente.

Além disso, a literatura islandesa remonta aos tempos das sagas medievais, como as “Sagas dos Islandeses”, registradas a partir do século XIII e consideradas patrimônio literário mundial.

Por que a Islândia continua fascinando o mundo

Ao longo deste texto, vimos que a Islândia vai muito além das paisagens vulcânicas e da famosa aurora boreal. Trata-se de um país onde as tradições convivem com a inovação, onde a natureza dita o ritmo da vida e onde crenças ancestrais ainda influenciam decisões cotidianas.

De nomes incomuns a mergulhos entre continentes, a Islândia surpreende por sua singularidade e autenticidade. É um destino que nos convida a repensar o que consideramos comum, abrindo espaço para o extraordinário no cotidiano.

E se essas curiosidades parecem mentira, é justamente porque a Islândia é o tipo de lugar que desafia as nossas expectativas. Um país pequeno em tamanho, mas gigante em histórias que merecem ser conhecidas.

Se você busca um destino que mistura natureza, cultura e muitas surpresas, talvez esteja na hora de considerar a Islândia no seu próximo roteiro.

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