Imóveis em leilão em Goiânia saem por até metade da avaliação; veja como funciona
Redação DM
Publicado em 30 de setembro de 2026 às 15:30 | Atualizado há 3 horas
Goiás é o 6º estado do país em imóveis leiloados; do Setor Bueno aos condomínios da região da Avenida 85, oportunidades vão da faixa de R$ 115 mil ao alto padrão
Quem procura imóvel abaixo do preço de mercado em Goiânia tem um caminho cada vez mais movimentado: o leilão. Levantamento da Spy Leilões, plataforma que monitora editais em todo o país, mostra que Goiás é o 6º estado do Brasil em imóveis em leilão, com cerca de 1,7 mil ofertas ativas — 6% de tudo o que está leiloado no país. O tíquete mediano no estado fica na casa dos R$ 140 mil — com um segmento de alto padrão cada vez mais presente nos editais.
O que dá para encontrar em Goiânia hoje?
De apartamentos de entrada a imóveis de alto padrão. Na capital, há unidades de 60 m² com lances a partir da faixa de R$ 115 mil — avaliadas no dobro —, apartamentos de até 94 m² em condomínios da região da Avenida 85 com lances na casa dos R$ 175 mil, e unidades em empreendimentos como o Eldorado Parque na mesma faixa, sempre abaixo da metade da avaliação na praça mais barata. No topo do mercado, o Setor Bueno — bairro que lidera o número de imóveis em leilão na cidade — concentra apartamentos de alto padrão com lances medianos na casa de R$ 580 mil; Parque Balneário (faixa de R$ 200 mil) e Conjunto Vera Cruz completam o pódio, com Aparecida de Goiânia e Anápolis no mapa metropolitano. Importante: os maiores descontos valem para a praça mais barata do leilão (em geral a segunda) — na primeira, o lance mínimo costuma partir da própria avaliação.
De onde vêm esses imóveis?
De três origens. Os leilões extrajudiciais (Lei 9.514/97) são a maior fatia em Goiás — 56% do total, segundo a Spy Leilões: quando o financiamento não é pago, o banco retoma o imóvel e é obrigado a leiloá-lo. Os judiciais (21%) vêm de execuções e penhoras determinadas pela Justiça. E a venda direta (23%) reúne imóveis não arrematados, ofertados por valor fixo — modalidade em que não há disputa de lances, e sim proposta com prazo. A Caixa tem presença forte no estado: são centenas de imóveis com pregão marcado só nas próximas semanas, muitos aceitando financiamento e FGTS conforme o edital.
Como participar com segurança?
O roteiro dos especialistas tem cinco passos: ler o edital na íntegra; analisar a matrícula atualizada; verificar dívidas vinculadas ao imóvel; checar a situação de ocupação; e provisionar os custos além do lance — comissão do leiloeiro (em geral 5%), ITBI e registro. Como os editais saem pulverizados entre bancos, tribunais e dezenas de leiloeiros, buscadores especializados reúnem tudo em um painel só: dá para filtrar os leilões de imóveis em Goiás por cidade, bairro, tipo e faixa de lance, com alertas de novos editais e apoio de assessoria jurídica antes de arrematar.
Perguntas frequentes
Quem pode participar de um leilão de imóveis?
Qualquer pessoa física ou jurídica capaz, após habilitação gratuita na plataforma do leiloeiro, nos termos do edital.
Imóvel de leilão aceita financiamento ou FGTS?
Em muitos leilões bancários, sim — as condições constam do edital de cada imóvel.
Qual a diferença entre primeira e segunda praça?
Na primeira, o lance mínimo costuma partir do valor de avaliação; na segunda, o piso cai — é onde os descontos se concretizam, se o imóvel não for arrematado antes.