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Fiat terá nova fábrica de motores 1.0 e 1.3 turbo em Betim

diario da manha

Antonio Filosa, presidente/COO da FCA para a América Latina (centro), fala com jornalistas durante  o anúncio dos investimentos na fábrica da Fiat, em Betim.

Norton Luiz
Editor de Veículos

A FCA (Fiat Crysler Automobiles) anunciou o investimento de R$ 500 milhões para a instalação de uma nova fábrica de motores GSE Turbo 1.0 e 1.3, flex e gasolina, de três e quatro cilindros, no Polo Automotivo da Fiat, em Betim (MG). A nova unidade de produção de propulsores faz parte do aporte de R$ 8,5 bilhões que a marca fará no Complexo de Betim, cujo investimento, que será feito até 2024, consta ainda a fabricação de três SUVs, marcando a entrada da Fiat no segmento dos utilitários esportivos.

A decisão de localizar em Minas Gerais a nova unidade de produção foi anunciada na última quarta-feria, dia 22, pelo CEO mundial da FCA, Mike Manley, e pelo presidente/COO do grupo para a América Latina, Antonio Filosa, durante solenidade que contou com a presença do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e convidados.

Mike Manley: CEO mundial da FCA

O investimento de R$ 85 bilhões na planta da Fiat representa o maior investimento da FCA em Betim desde a inauguração da fábrica, em 1976. Contanto com outros R$ 7,5 bilhões anunciados na Jeep, localizada em Goiana, (PE), a FCA soma ao todo R$ 16 bilhões de investimentos no Brasil entre 2018 e 2004, o maior aporte do grupo e seus fornecedores no país em todos os tempos.

Maior produtor de motores

A nova fábrica transformará Betim no maior polo produtor de motores e transmissões da América Latina, com capacidade de produção de 1,3 milhão de unidades por ano a partir de 2020 (data de início da produção dos turbos). A nova unidade partirá com capacidade de produzir 100 mil propulsores turboalimentados por ano, mas já nasce predisposta à expansão da produção.

Antonio Filosa, presidente/COO da FCA para a América Latina, Governador Romeu Zema, e executivos do grupo durante a solenidade em Betim

Os novos investimentos ampliam também a capacidade exportadora do Polo Automotivo Fiat, que já tem contratado o embarque de mais de 400 mil motores até 2022. O destino inclui vários mercados, principalmente o europeu.

“Os sólidos resultados apresentados pela América Latina nos últimos trimestres, o potencial de crescimento do nosso mercado e, em especial, a versatilidade e alta qualificação da mão-de-obra brasileira foram fatores fundamentais para trazer esse investimento ao Brasil, que disputava com outros países a possibilidade de receber a nova fábrica de motores turbo”, comenta Filosa.

A companhia programa 15 lançamentos até 2024, entre novos modelos, atualizações de veículos em linha e séries especiais. Em Betim, está planejada a produção três novos modelos a partir de 2020. Dois deles marcam a entrada da Fiat no segmento de SUVs, que é o que mais cresce no mercado brasileiro. “Serão veículos que vão chamar a atenção pelo design, desempenho, tecnologia embarcada e nível de conectividade”, destaca Filosa.

Motor 1.3 Turbo

Com a chegada dos motores GSE Turbo, que equiparão os modelos da Fiat e da Jeep, a FCA passa a ter uma das maiores gamas de propulsores na América Latina. Em Betim (MG) são produzidos os motores Fire 1.0 flex e 1.4 gasolina e flex, Firefly 1.0 flex e 1.3 gasolina e flex, além da nova família GSE Turbo, flex e gasolina. A planta de Campo Largo (PR) vai continuar a produzir os motores E.torQ 1.6 (gasolina, exportação) e 1.8, nas configurações gasolina e flex.

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