DM Autos

Renault Logan 2020 passa pela avaliação do DMAutos; Teste

Impressões sobre o sedã de suspensão elevada, novo visual e transmissão CVT

diario da manha
Renault Logan Iconic CVT

Renault Logan 2020. Quer saber como se comportou o renovado sedã compacto da marca francesa durante test-drive realizado pelo DMAutos? Leia a matéria abaixo. Rodamos no modelo durante 10 dias e vamos tentar passar um pouco das impressões sobre o que de bom e ruim o carro oferece. A versão testada foi a mais completa da linha, a Iconic CVT, que custa R$ 71 mil.

 No primeiro olhar não escapa a altura do sedã. A suspensão elevada chama atenção e agrada, apesar de não se tratar de um veículo com um perfil para uso mais radical. As molduras nas rodas reforçaram o visual do sedã, transmitindo robustez e remetendo a um modelo que pode rodar com tranquilidade por estradas esburacadas.

Logan CVT: nova frente

Não houve quem não gostasse do Renault Logan 2020. A suspensão mais alta em 4 cm e as molduras provocaram uma harmonia perfeita com o novo design do modelo. Embora se trate de um sedã, modelo focado na família, não há problema algum em ter uma suspensão elevada.

O Logan roda nos mesmos lugares onde passam veículos de todos os segmentos, não ou com características próprias para estradas, avenidas e rodovias que não são um tapete. Os buracos estão em todos os cantos e ter um carro mais alto ajuda muito. Daí, a boa sacada da Renault aproveitando uma necessidade técnica de elevar a suspensão do carro.

Suspensão elevada por necessidade técnica

Na verdade, deixar o Logan mais alto foi necessário para poder subir a nova caixa de câmbio CVT X-Tronic. Esta ficaria apenas 10 cm do solo e a solução técnica foi mexer na suspensão, elevando-a em 4 cm. Com 14 cm de altura em relação ao solo é mais seguro. Testamos a versão mais completa, a Iconic, mas todas as versões que passaram a contar com a caixa CVT ficaram mais altas.

Renault Logan: novo visual

E o conforto? Suspensão alta não tira o sossego no interior do carro? Não se preocupe, no caso do Logan, a Renault sobre calibrar bem a suspensão para evitar batidas mais secas. Desta forma, motorista e passageiros, principalmente os do banco traseiro, têm o conforto de um sedã. 

O novo Renault Logan está todo renovado. O que já havia ficado bom na mudança que o modelo sofreu em 2014 ficou bem melhor. Se não tivesse pela frente concorrentes tão competitivos como os novos Chevrolet Onix Plus e Hyundai HB20s, o francês com sangue da romena Dacia faria uma festa entre os consumidores. E como faria!

Novo no visual e na transmissão CVT

O sedã compacto Logan é um novo carro no visual e transmissão. O motor é o mesmo 1.6 SCe 16V, de 118 cv (com etanol) e 16 kgfm de torque. Nem precisava trazer um novo propulsor porque o atual tem qualidades em termos de desempenho e consumo. Ele vem associado à transmissão CVT, que simula seis marchas e faz trocas imperceptíveis por sistema de polia.

Logan 2020: novo visual interno e transmissão CVT

O conjunto é bom e isso fica bem claro numa direção mais tranquila e buscando mais velocidade pisando mais lenta no acelerador. Numa pisada mais forte em busca de uma aceleração mais rápida e forte, o motor não se cala. Grita um pouco e passa a impressão que não agrada.

Então, se a proposta é andar sem tanta pressa, o condutor terá a resposta que agrada. Do contrário, se for do tipo que gosta e quer acelerar forte, sem sentir que falta fôlego ao motor, o opção é o uso do modo manual.

Sem as aletas atrás do volante, basta deslocar a alavanca para a esquerda e fazer as trocas movimentando-a para frente (reduções) e para trás. Os ruídos desaparecem e a sensação de esportividade aparece com a mão na alavanca.

Espaço interno

O Renault Logan 2020 traz um das principais características da marca, que é o de saber transformar o ambiente interno em espaçoso. O modelo estreou no Brasil em 2007 e de lá até os dias atuais passou por evoluções visuais, tecnológicas e mecânicas bem acertadas. O mais recente exemplo é o atual modelo.

Logan: suspensão elevada para proteger a caixa CVT

Os 2,64 metros de entre-eixos fazem o que Logan ofereça bom espaço interno, o  que é também uma característica do seu irmão hatch, o Sandero.

O que as pessoas não podem reclamar mesmo dos modelos Renault é do espaço interno do Logan, bem melhor do que os concorrentes diretos.  Cinco adultos viajam confortavelmente, com folgas para os joelhos, ombros e cabeça. O porta-malas tem capacidade para respeitados 510 litros.

Renault Logan 2020: mudanças no visual e interna

O que o Logan traz de novo não chega ser algo assim tão revolucionário. No entanto, foram mudanças agradáveis e que deixaram o veículo mais bonito e moderno no design.

Renault Logan 2020: lanternas de LED

Na frente, novo para-choque, faróis com luzes diurnas com assinatura em LED, no formato de “C” e grade ostentando uma logo mais encorpada, como nos modelos Renault que rodam na Europa atualmente.

Na traseira, lanternas são de LED. Destaques também para as molduras nas caixas de rodas e as inéditas rodas diamantadas aro 16.

Por dentro, elogios para a ergonomia e novo posicionamento dos comandos dos vidros traseiros. Nota vermelha para a falta de ajuste de profundidade do volante e a direção eletro-hidraúlica, quando muitos modelos já contam com direção com assistência elétrica.

 O acabamento atende os desejos dos consumidores. Uma boa novidade é a central multimídia com tela capacitiva (multi-toque), com  Android Auto e Apple Carplay.

Os bancos de couro reforçam o gosto pelo modelo, assim como itens considerados importantes como sensor de chuva e sensor de luminosidade, chave canivete. Cona ainda com controle eletrônico de estabilidade (ESC), assistente de partida em rampas (HSA), câmera de ré, faróis de neblina, além de vidros traseiros elétricos, retrovisores elétricos e piloto automático (controlador e limitador de velocidade).

Renault Logan: traseira com poucas mudanças

O consumo do motor 1.6 16V do Renault Logan ficou dentro da média para um sedã do seu porte. Com etanol no tanque, o modelo sedã mais completo da linha registrou média de 7 km/l na cidade, mesmo sob um calor intenso que fazia em Goiânia até poucos dias atrás, e 10 km/l na estrada, andando entre 100 e 120 km/h.

Quer uma dica? Se a intenção é um sedã que tenha uma design atraente, boa mecânica, bem equipado com itens de segurança e conforto,  a dica é o Renault Logan. Os preços partem de R$ 50.500 na versão Life 1.0 e vão até 71 mil na 1.6 CVT Iconic.

Gostei do carro, com a ressalva  apenas de que pisar forte no acelerador no modo CVT faz o motorista buscar a alternativa do modo manual para alcançar a resposta que almeja.

Versões, equipamentos, motores e preços

A linha 2020 do Renault Logan  estreia novas nomenclaturas. Conheça todas e os itens de acabamento que cada uma oferece, bem como motores e preços:

Logan Life 1.0 Manual (R$ 50.490): quatro airbags (dois frontais e dois laterais), Isofix, direção eletro-hidráulica, ar-condicionado, vidros dianteiros elétricos, travas elétricas, chave canivete e rodas de 16 polegadas.

Logan Zen 1.0 Manual (R$ 53.490) e Zen 1.6 (R$ 59.490): Todos da versão Life mais Media Evolution, comando satélite no volante, sensor de estacionamento, ajustes de altura do banco e volante, computador de bordo, alarme, vidros elétricos com “one touch” e Stop&Start (exclusivo motor 1.6 SCe manual).

Logan Zen 1.6 CVT X-Tronic (R$ 66.490): Todos os itens da Zen manual mais câmbio automático CVT X-Tronic, controle eletrônico de estabilidade (ESC), assistente de partida em rampas (HSA), rodas de 16 polegadas Flexwheel e molduras nas caixas de roda.

Logan Intense 1.6 CVT X-Tronic (R$ 68.990): Todos os itens da versão Zen CVT mais ar-condicionado automático, câmera de ré, faróis de neblina, vidros traseiros elétricos, retrovisores elétricos, piloto automático (controlador e limitador de velocidade) e rodas de liga leve de 16 polegadas diamantadas.

Logan Iconic 1.6 CVT X-Tronic (R$ 71.090): Todos os itens da Intense CVT X-Tronic mais bancos de couro, sensor de chuva e sensor de luminosidade.

Ficha técnica do Renault Logan 1.6 CVT

Motor: quatro cilindros em linha 1.6, 16V, duplo comando variável
Cilindrada: 1597 cm3
Potência: 115 cv (g) e 118 cv (e) a 5.500 rpm
Torque: 16 kgfm a 4.000 rpm (g/e)
Câmbio: Continuamente Variável (CVT), seis marchas simuladas
Direção: Eletro-Hidráulica
Suspensões: MacPherson (d) e eixo de torção (t)
Freios: disco ventilado (d) e tambor (t)
Tração: dianteira
Dimensões: 4,350 m (comprimento), 1,730 m (largura), 1,570 m (altura)
Entre-eixos: 2,635 m
Pneus: 205/55 R16
Porta-malas: 510 litros
Tanque: 50 litros
Peso: 1.160 kg
Velocidade máxima: 174 km/h (g) e 177 km/h (e)

Comentários

Mais de DM Autos