Teste: Citroën Basalt Dark Edition 2026 agrada em muito na proposta esportiva
Norton Luiz
Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 15:25 | Atualizado há 4 meses
Em textos anteriores deixei bem claro minha opinião sobre os avanços da Citroen no mercado. Reafirmo aqui o que já ficou bem claro. A Citroen assumiu um protagonismo quando o grupo Stellantis, dono de marcas conceituadas, como a Fiat e a Jeep, apenas para citar dois bons exemplos, assumiu seu controle de produção e vendas. Não é exagero frisar que a Citroen tem dois momentos no Brasil: o antes e o depois da Stellantis.
A Citroen, então sem muita expressão ou credibilidade junto aos consumidores, ganhou um novo papel. Saiu da condição de mera expectadora num mercado automotivo aquecido, com consumidores cada vez mais exigentes, e adotou uma nova postura. Claro que por trás tem a Stellantis com seus conceitos inovadores. A Citroen se consolida cada vez mais no mercado e a cada novo lançamento fica a certeza da sua nova era no Brasil na oferta de bons produtos.

Dos modelos com a nova cara da Citroen, o SUV Cupê Basalt, lançado em outubro de 2024, é uma grata surpresa. O modelo estreou com design da moda, combinando um visual diferenciado e bem servido de equipamentos. Com ele, a Citroen deu um passo marcante, oferecendo um produto novo, com um excelente pacote de equipamentos, mecânica que serve os modelos da Fiat e, importante frisar, com preço atraente.
O modelo estreou uma nova versão na linha 2026, a Dark Edition, que o DMAutos testou durante 10 dias. Ela oferece itens exclusivos, começando pela cor da carroceria passando por detalhes internos e externos. A versão Dark Edition mostra um visual externo mais esportivo com itens como o aerofólio e as rodas pretas brilhantes. Internamente é sofisticada e caprichada em cada detalhe.

A versão Dark Edition, topo de gama, custa a partir de R$ 118.690 mil. O modelo parte de R$ 96.690 mil na versão de entrada, a Feel, equipada com motor 1.0 flex aspirado de 75 cv, 10,7 kgfm de torque e câmbio manual de 5 marchas. No meio estão uma segunda versão Feel, com preço inicial de R$ 112.690, e a Shine, vendida a partir de R$ 117.690, com motorização 1.0 flex turbo (T200) e câmbio CVT de 7 marchas, que rende até 130 cv e 20,4 kgfm de torque, quando abastecida com etanol. É o mesmo conjunto da Dark Edition.
Lançado há cerca de um ano, o Citroen Basalt, SUV mais em conta vendido no mercado brasileiro, passou por sua primeira atualização, principalmente na parte interna, recebendo acabamento mais sofisticado. Os bancos, por exemplo, ganharam costuras aparentes e apoio no banco do motorista.

Promover melhorias no modelo foi uma solução inteligente e necessária. Afinal, a concorrência no segmento de atuação do Basalt não dorme e está sempre atenta ao que o comprador almeja. O Volkswagen Tera serve como exemplo com seu conceito competitivo.
Com as melhorias, o Citroën Basalt 2026 ganhou um pouco mais de atenção nas ruas. A nova versão Dark Edition impactou ainda mais a presença do modelo no mercado. Com seu design com apelo visual moderno, o SUV Cupé compacto é um carro que oferece bom espaço interno, detalhe bastante considerado na decisão de compra.

Nos seus pontos positivos o motor 1.0 flex turbo, com até 130 cv, faz a diferença no desempenho. Durante o teste com a versão Dark Edition, o conjunto motor e câmbio foi um dos seus pontos de destaque. Tem fôlego e sobra para andar. Durante o período de avaliação, rodando com gasolina no tanque, quando o motor turbo entrega 125 cv e 20,4 kgfm de torque, o consumo foi de 10,6 km/l na cidade e de 13,5 km/l na estrada.
Os números de consumo verificados no teste colocam o Basalt Dark Edition 2026 numa posição de economia de combustível bastante considerável. Lembrando que éramos apenas dois passageiros a bordo, sem nada mais para interferir no consumo, exceto uma aceleração mais forte em alguns trechos da rodovia, cujo objetivo era sentir na prática o desempenho do motor turbo. De fato, surpreendente.

Na linha 2026, o SUV cupê da marca francesa recebeu itens que remetem sua carroceria a um visual mais esportivo, como na cor Cinza Sting, que combina bem com o teto preto brilhante na nova versão Dark Edition. O catálogo oferece outras duas cores, como o Preto Perla Nera e o Cinza Grafito, sendo que, nos dois tons de cinza, há a opção do teto em preto brilhante.
Os detalhes externos em vermelho, chamados de André Red, uma homenagem ao fundador da marca, são de muito bom gosto e bem trabalhados na carroceria. Na porta, abaixo dos retrovisores, recebeu logos com a inscrição Dark Edition em cinza fosco, junto com a coluna C, com um filete em vermelho.

As rodas, já conhecidas da versão Shine, são em preto brilhante. Na parte de trás da versão, os logos também aparecem em cinza fosco. O item diferenciado da versão é o aerofólio preto com uma faixa vermelha de ponta a ponta. Não é exagero afirmar que externamente o Basalt Dark Edition é de um bom gosto incrível.
Por dentro da nova versão as colunas e o teto receberam a cor preta, assim como o painel, que combina plástico com detalhes em preto brilhante ao redor das saídas de ar e da moldura da multimídia, agora com um revestimento em tecido sintético com costuras vermelhas. No mesmo padrão estão o volante e as coifas do câmbio e do freio.

O console central também recebeu acabamento em preto brilhante, combinando com os detalhes do painel. Os bancos possuem revestimento sintético de cor escura, com costuras laterais em branco e um filete horizontal em vermelho nos assentos dianteiros. Por sua vez, no banco traseiro, o filete é recebeu uma costura horizontal, também em vermelho.
No Basalt Dark Edition 2026 os comandos dos vidros elétricos traseiros, antes localizados no console central, foram deslocados para as próprias portas. A troca resultou em mais conforto e ergonomia aos ocupantes. Ainda na traseira, o console central conta com duas entradas USB do tipo C. Por sua vez, as portas dianteiras trazem apenas os comandos dos vidros. Ao serem abertas, as soleiras expõem a inscrição Dark Edition.

A central multimídia de 10,2″ contam com molduras largas em preto, mas apenas funções básicas, como ajuste de som, brilho e configurações gerais de uso. Com o celular conectado à multimídia o sistema responde rápido, tanto pelo Android Auto quanto pelo Apple CarPlay. No console central, há uma porta para conexão via cabo, porém no padrão USB tipo A, também com uma tomada 12V.
No volante estão os controles de som e do piloto automático, enquanto no painel de instrumentos, com uma tela de 7″, há um computador de bordo com informações de consumo, velocidade média e autonomia. Dessa forma, como nas demais versões, a única opção de modo de condução é a Sport, que simula trocas de marcha em rotações mais altas.

O Citroen Basalt Dark Edition tem uma posição de dirigir elevada, oferecendo excelente ergonomia. O volante, por contar apenas com ajuste de altura, fica devendo a regulagem de profundidade. Mas a boa experiência ao volante é complementada com assistência leve do volante e com o fácil alcance dos comandos, como do ar-condicionado, que é de fácil manuseio. Soma-se a isso a suspensão bem calibrada, garantindo mais segurança e conforto ao motorista e passageiros.
Se tem uma coisa que não passa despercebido no Basalt é o ruído dentro da cabine. Fica registrada aqui uma crítica bem pontual. A acústica do modelo merece um tratamento especial. Quando fomos para a estrada com o SUV Cupê os ruídos vindos do motor incomodaram um pouco.

Minha companhia de estrada, bem observadora e crítica, deu logo o alerta: “ É um carro gostoso de dirigir, tem motor bem apimentado, mas sua acústica não é boa. Os ruídos do motor chegam dentro da cabine”. Mas ela considerou os valores do Basalt, enaltecendo seus equipamentos de segurança como os quatro airbags, freios ABS, controle de estabilidade e tração, câmera de ré, sensores traseiros, monitoramento da pressão dos pneus e assistente de partida em rampa.
Conclusão
Afinal, vale a pena ter um Citroën Basalt Dark Edition 2026? Claro que sim. A versão topo do modelo é uma alternativa que atende as expectativas de quem busca uma boa na compra em um SUV Cupé, levando para casa algo bem diferente e atrativo no aspecto do visual. O modelo não decepciona no visual, no acabamento e na mecânica, além de oferecer um bom pacote de equipamentos de segurança e considerável espaço interno. Pode colocar aí, na lista dos itens de vantagens, o preço competitivo, fechando o excelente custo/benefício do modelo do Citroen.

Ficha técnica: Citroën Basalt Dark Edition 1.0T CVT 2026
Motor: dianteiro, transversal, 3 cilindros, 12 válvulas, 999 cm3, duplo comando de válvulas com variador no escape e MultiAir na admissão, injeção direta, turbo, flex
Potência e torque: 125/130 cv a 5.750 rpm; 20,4 kgfm a 1.750 rpm
Transmissão: câmbio automático CVT com simulação de 7 marchas; tração dianteira
Suspensão: McPherson na dianteira, eixo de torção na traseira;
Rodas: liga leve aro 16″
Pneus: 205/60
Medidas: Comprimento (4.343 mm); Entre-eixos (2.645 mm); Largura (1.741 mm) e Altura (1.585 mm)
Peso: 1.191 kg em ordem de marcha
Porta-malas: 490 litros
Tanque: 47 litros

Citroen Basalt 2026 – Versões e equipamentos
Feel 1.0 MT: quatro airbags (frontal para condutor e passageiro e laterais dianteiros), direção elétrica, câmera de ré, alarme periférico, assistente de partida em rampa, monitoramento de pressão dos pneus, sistema ABS + ESC + ASR + EBD, luzes DRL em LED, chave do tipo canivete com abertura remota, comando interno de abertura da tampa do tanque de de combustível, retrovisores elétricos e com acabamento preto brilhante, repetidor de seta nos retrovisores, maçanetas pintadas na cor da carroceria, bancos com revestimento de tecido, bancos traseiros rebatíveis com Isofix e Top Tether para fização de cadeirinha infantil, apoios de cabeça com ajuste de altura na segunda fileira, banco do motorista com ajuste de altura e apoia-braço, detalhes na cor “Andre Red” na grade frontal e na coluna C, luzes de cortesia dianteira, traseira e no porta-malas, travamento central, travamento automático das portas e do porta-malas com o veículo em movimento, rodas de liga leve de 16″ pintadas na cor cinza, vidros elétricos dianteiros e traseiros com função “one touch” e anti-esmagamento, molduras laterais e nas caixas de roda, moldura preta nos vidros, porta-objetos no painel, espelho de cortesia no para-sol do motorista e passageiro, tapetes, volante multifuncional com ajuste de altura, ar-condicionado manual, antena de teto, uma entrada USB do tipo A e tomada 12V no painel, duas entradas USB do tipo C na segunda fileira, 6 alto-falantes, quadro de instrumentos digital TFT de 7″, painel de bord revestido de tecido, central multimídia Citroën Connect de 10″ com conexão Android Auto e Apple CarPlay sem fio e Bluetooth;
Feel 1.0 Turbo 200: Acrescenta os itens da versão Feel 1.0 MT e mais: modo Sport e badge “T200” na carroceria
Shine Turbo 200: Acrescenta os itens da versão Feel 1.0 Turbo 200 e mais: faróis de neblina, sensores de estacionamento traseiro, piloto automático com regulador e limitador de velocidade, ar-condicionado automático e digital, apoios de cabeça com abas nos bancos traseiros laterais e ajuste de altura na posição central da segunda fileira, skid plates (protetor inferior de para-choque), detalhes na cor “Terre de Toscane” na grade dianteira e coluna C, rodas de liga leve de 16″ diamantadas, volante com revestimento premium e costuras amarelas com comandos do piloto automático e controle de voz, interior e logotipos escurecidos, bancos com revestimento premium na cor cinza e painel de bordo com revestimento premium e costura amarela;
Dark Edition Turbo 200 AT: Acrescenta ositens da versão Shine Turbo 200 e mais: rodas de liga leve de 16″ pintadas de preto, spoiler traseiro, protetor de soleira exclusio da versão, pedaleiras esportivas, tapetes de carpete, badge “Dark Edition” e painel de bordo e volante com revestimento premium e costura vermelha.










































