Economia

Momento econômico favorece aquisição de imóveis usados

Líderes do setor preveem a continuidade do aquecimento, promovido especialmente porque há reserva financeira

diario da manha

 

Da redação, com assessoria

Bons preços tradicionalmente chegam no momento em que o consumo diminui, retomando a movimentação das vendas. Esta é a expectativa do setor imobiliário goiano, apesar do impacto da redução de crédito de financiamento para imóveis usados promovido pela Caixa Econômica Federal e bancos privados nos últimos dias. Líderes do setor preveem a continuidade do aquecimento, promovido especialmente porque tem reserva financeira.

“Este é o melhor momento para se fazer bons negócios”, declarou o presidente da Rede Imobiliária de Goiânia, Isnard Machado, durante a celebração dos oito anos da organização, nesta semana, as 12 maiores imobiliárias de Goiás que a integram.

De acordo com Isnard, as mudanças nas regras do financiamento frustraram muitos consumidores que planejavam a compra da casa própria, uma vez que agora é preciso ter mais dinheiro para a entrada para imóveis usados. No entanto, é neste momento que surge também a oportunidade para o comprador. “A experiência ao longo do tempo nos ensinou que o melhor momento para contratação do crédito não coincide com o melhor momento de aquisição”, disse aos corretores de imóveis.

Com a diminuição dos financiamentos, a tendência é que naturalmente haja um ajuste nos preços de imóveis, gerando um novo atrativo para a concretização de negócios. “Quando o mercado está em alta, é comum que os  proprietários  se apeguem mais no valor sentimental do imóvel, precificando os mesmos acima do valor de mercado. Agora, a tendência é que a avaliação seja mais realista”, reforça Isnard.

Outra razão para o mercado continuar aquecido é a busca por segurança. O presidente da Rede Imobiliária de Goiânia lembra que, em momento de incerteza na economia, mais pessoas deverão aplicar suas reservas financeiras por entender que o imóvel é moeda forte e a rentabilidade irá acontecer em médio prazo.

“O mercado imobiliário é cíclico. A tendência é que as ofertas diminuam e o crédito retorne ao mercado, pressionando os valores para cima”, observou. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já anunciou que, apesar dos ajustes momentâneos, o governo já estuda medidas para aumentar os recursos do financiamento imobiliário.

 

União estratégica

A avaliação do momento de mercado foi feita em conjunto com todos os integrantes da Rede Imobiliária que, nesta semana, celebraram oito anos de história. A organização foi criada pelas 12 maiores imobiliárias de Goiânia, para reunir as ofertas de imóveis usados em um banco de dados único, que passou a ser trabalhado pelas equipes de corretores de imóveis de todas as empresas parceiras.

“Para quem está vendendo, temos uma quantidade maior de corretores e, para quem está comprando, de produtos”, resume o diretor de marketing da organização, João Cláudio Araújo. Em 8 anos, a organização já movimentou R$ 52 milhões em negócios imobiliários. Juntas, as  empresas congregam uma força de vendas com cerca de mil corretores de imóveis e somam mais de 300 anos em tempo de serviço.

Diretor da Bambuí Imobiliária, Humberto Furlanetto, lembrou que a união das empresas através da Rede Imobiliária de Goiânia será estratégica para manter o ritmo das vendas neste momento do mercado. “A demanda por moradia continua porque as pessoas continuam se casando, tendo filhos, separando-se. Contar com a integração das ofertas facilita ao corretor encontrar o imóvel correto para cada uma destas necessidades e perfis de renda”, explicou. “Com esta ferramenta, não há como deixar os compradores de mãos vazias”, complementou o diretor da URBS-RT Lançamentos Imobiliários, José Humberto Carvalho.

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