Economia

Boa oportunidade para tirar as contas do vermelho

Da redação

diario da manha

Em tempos de recuo na economia, a restituição do Imposto de Renda Pessoa Física 2015 (IRPF 2015) pode ser uma boa opção para quem não está com as contas em dia. Os valores do primeiro lote começaram a ser liberados pela Receita Federal, na rede bancária, essa semana. É a oportunidade para consumidores inadimplentes eliminarem ou, no mínimo, reduzirem o montante de uma dívida já assumida.

Neste lote, 1.495.850 contribuintes terão direito à restituição, com correção de 1,9%, totalizando mais de R$ 2,3 bilhões. Contribuintes idosos, com doença grave ou deficiência física, que não tenham cometido erros ou omissões na hora de enviar os dados, são a maioria no lote. Serão liberadas também restituições dos exercícios de 2008 a 2014 que foram retiradas da malha fina. As informações sobre o primeiro lote estão disponíveis na página da Receita na internet ou por meio do Receitafone 146.

“Muitos consumidores que estão com as contas no vermelho podem ter a chance de dar um fim à inadimplência financeira. Isso vai possibilitar às pessoas que têm contas acumuladas quitarem suas dívidas ou parte dela e evitar que paguem juros do cartão de crédito, por exemplo”, explica o professor de economia da Faculdade Mackenzie Rio, Marcelo Anache.

Ainda segundo o professor Marcelo Anache, quem não consegui pagar o valor da dívida integralmente vai precisar de cautela para negociar o restante dos valores.

“Os consumidores inadimplentes devem, antes de tudo, fazer uma previsão mensal das suas contas fixas, como luz, gás e telefone, antes de tentar negociá-las com o banco. É preciso ter em mente o quanto se pode comprometer mensalmente, sem incorrer no risco de não pagar a negociação que for assumida. Portanto, é preciso ficar atento às condições colocadas pelas empresas e não se deixar tomar pela empolgação da possibilidade de limpar o nome e acabar comprometendo uma parte muito grande da renda. Esse costuma ser um erro comum nesses momentos, o que pode fazer com que o consumidor acabe se endividando novamente no futuro”, alerta.

 

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