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Com embargo à exportação de frango, BRF dará férias coletivas a 2 mil

diario da manha

 

O embargo da União Europeia (UE) à importação de carne de frango com origem em 20 frigoríficos brasileiros já trouxe consequências. A BRF, por exemplo, vai dar férias coletivas de 30 dias a dois mil funcionários do frigorífico de Toledo, no Paraná, a partir de 2 de julho.

A empresa, dona das marcas Sadia e Perdigão, foi uma das mais afetadas pelo embargo que deve começar em até 15 dias após a publicação oficial da medida. A UE não divulgou quais são os estabelecimentos bloqueados, mas Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou ao G1 que 12 dos frigoríficos são da BRF.

Conforme a BRF, a decisão de dar férias coletivas aos funcionários “considera a necessidade de adaptações no planejamento de produção, em decorrência de ajustes para atender a demanda atual, que foi impactada pela interrupção das exportações de aves da companhia para a União Europeia”.

A UE explicou que seus integrantes votaram de forma unânime pelo bloqueio por “deficiências detectadas no sistema brasileiro oficial de controle sanitário”. Porém, para o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, a medida tem como objetivo motivos comerciais.

 

Queda no preço

Como consequência do embargo europeu, a estimativa é que o mercado de frango no Brasil comece a apresentar excesso de oferta e consequentemente a queda nos preços dos produtos.

 

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