Economia

Aumento da gasolina torna preço inacessível ao consumidor, afirma presidente do Sindiposto

"Fomos surpreendidos com esse aumento anunciado pela Petrobras. É o sexto aumento da gasolina no ano, totalizando mais de 54% de reajuste em menos de 70 dias e do diesel é o quinto que totaliza mais de 41% no mesmo período", salienta Márcio Andrade

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Foto: Reprodução

A Petrobras anunciou mais um aumento do preço da gasolina e do diesel nesta segunda-feira (8/3). O reajuste nos combustíveis é o sexto registrado em 2021. Vale lembrar que o aumento agora na gasolina foi de 9,2%, enquanto no preço do diesel a variação é de 5,5%, na comparação com o dia 2 de março deste ano, quando houve o último aumento no preço dos combustíveis.

O DM entrou em contato com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto), Márcio Andrade para falar sobre esse novo aumento no preço dos combustíveis. Logo no início, o presidente afirma que foi surpreendido pelo anúncio desse novo aumento no preço dos combustíveis.

“Fomos surpreendidos com esse aumento anunciado pela Petrobras. É o sexto aumento da gasolina no ano, totalizando mais de 54% de reajuste em menos de 70 dias e do diesel é o quinto que totaliza mais de 41% no mesmo período”, salienta Márcio Andrade.

O presidente do Sindiposto afirmou que com mais esse reajuste, deixou todos os proprietários de postos de combustíveis, apreensivos e preocupados com a situação atual. “Esses combustíveis já estão fora do orçamento da grande maioria do cidadão brasileiro, e tem causado reduções das vendas nos postos”, ressalta.

Andrade lembrou também da pandemia provocada pela Covid-19, e do aumento das medidas restritivas para conter o avanço do vírus no país. Para ele além do fato do preço tornar o produto inacessível, causa problemas ao donos de postos, que precisam de mais capital de giro, de mais dinheiro para conseguir adquirir o produto com preço novo. “É uma situação muito delicada, onde nos preocupa mesmo”, comenta.

Perspectiva é de que um novos aumentos no preço da gasolina possam ser anunciados

Para Márcio Andrade caso a política de preços seja mantida pela Petrobras, que leva em consideração o preço do petróleo no mercado internacional, e a cotação do dólar, que tem subido, há perspectiva é de novos aumentos sejam anunciados pela estatal. E que para o preço baixar, precisaria que a Petrobras mudasse a política de preços, ou que esses dois fatores tivesse queda em seus índices nos próximos dias.

“Só há possibilidade de que isso não possa aconteça caso mude a politica da Petrobras, a qual nós não acreditamos que vai acontecer”, explica. Para o presidente do Sindicato a queda na cotação do preço do petróleo quanto na do dólar é apenas uma torcida de todos, para que o mesmo possa chegar a uma estabilidade, para que assim o consumidor possa novamente voltar a utilizar os combustíveis.

De acordo com o Márcio Andrade, a Petrobrás usa o Preço de Paridade de Importação (PPI), no qual os preços dos combustíveis são equiparados com os preços do mercado internacional. Além disso ele explica que o cálculo do combustível no Brasil, já é feito com os custos e taxas já pagos e liberados no porto para assim definir o valor do produto no país.

“Esse é o preço que ela leva em consideração para estipular o valor aqui no mercado interno. No mercado livre, liberado, nós teríamos um preço mais justo. Mas, para a realidade do brasileiro, que está i com alto nível de desemprego, renda caindo em função da valorização do dólar, tem se tornado um produto inacessível ao bolso do consumidor brasileiro”, ressalta.

O vendedor John Kennedy está indignado com os aumentos do preço dos combustíveis. “É uma falta de respeito com a população no momento em que ela mais precisa, e todo dia tem um aumento. Acredito que o presidente o governo tem que andar lado a lado com a população para oferecer o melhor a população, porquê nesses momentos tão críticos que estamos vivendo não poderia ter esse tanto de aumento”.

John lembra não apenas do preço da gasolina, mas também do aumento do preço do gás, da comida e outros produtos que sofreram reajustes neste período.

“Acredito que deveria abaixar os preços do produto para a população repor o estoque, mais repor o necessário e não sair comprando tudo. De forma que a população possa ser acolhida de forma justa e não passar por uma situação de valores a cada de que se passa”, completa.

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