Economia

Faeg 70 anos: Zé Mário destaca conquistas de ex-presidentes em prol do agro goiano

“Rendo as minhas homenagens a todos que fazem parte dessa história, ressaltando a atuação dos ex-presidentes, Ruy Brasil Cavalcanti Júnior (três mandatos – 1971 a 1978) e João Bosco Umbelino dos Santos (três mandatos – 1992 a 2001)."

diario da manha

O presidente do Sistema Faeg Senar, deputado federal Zé Mário Schreiner, juntamente com diretores e superintendentes da entidade participaram da Live que celebrou os 70 anos da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), realizada na última sexta-feira (28/maio). Durante a comemoração, em meio aos causos e histórias que remontaram o legado da Federação, foram relembradas e homenageadas importantes personalidades que construíram a instituição, que hoje representa o setor agropecuário goiano.

Para o presidente da Faeg, o legado se mensura, também, por aqueles que, diuturnamente, dedicaram e se dedicam para consolidar essa instituição, que há 7 décadas contribui para a valorização dos trabalhadores do campo, produção de alimentos, geração de renda e crescimento da economia regional e nacional. “Rendo as minhas homenagens a todos que fazem parte dessa história, ressaltando a atuação dos ex-presidentes, Ruy Brasil Cavalcanti Júnior (três mandatos – 1971 a 1978) e João Bosco Umbelino dos Santos (três mandatos – 1992 a 2001). Eles foram peças-chaves para a consolidação da entidade, como também, para o desenvolvimento da atividade agropecuária no estado de Goiás”, ressaltou.

Zé Mário relembra que o espírito combativo e inovador que a Faeg adquiriu, no passar dos anos, contou com a forte atuação de Ruy Brasil. “Foi na gestão de Ruy Brasil que evoluímos muito na capacitação dos trabalhadores da área por meio de cursos de vacinação, encontros sindicais em vários municípios, participações em eventos do setor em outros estados, levantamento sobre a pecuária goiana, incentivo para a criação da Cooperativa Industrial de Carnes e Derivados (Goiás Carne) ”.

Ele ainda relembrou que, em 1973, a Faeg conseguiu equilibrar sua receita e triplicou a quantidade de contadores habilitados, regularizando 41 sindicatos filiados. Na época, a Federação reivindicou, junto ao governo Federal, assistência técnica e financeira na política de pecuária de corte para evitar o desabastecimento. “Ruy, também buscou, no governo, soluções para a pecuária leiteira, além de campanhas educativas, apoio técnico e financeiro para prática de confinamento, dentre outras melhorias. Avanços que refletem até hoje na atividade rural”, enfatizou.

“A Faeg está em mãos de uma liderança política e classista importante que é seu atual presidente Zé Mário e diretores, que garantirá para nós um papel de destaque no desenvolvimento do País”, afirmou Ruy Brasil.

A Federação também obteve importantes conquistas na gestão de João Bosco Umbelino, como a sanção da lei que regulava a obrigatoriedade da prévia inspeção e fiscalização dos produtos de origem animal produzidos em Goiás e destinados ao consumo. Com isso, os produtores passaram a ser independentes, sem se submeter aos preços e às vontades da indústria.

De acordo com o presidente foi entre 1990 e 1993, que diante da dificuldade do produtor rural, devido ao elevado custo dos seus financiamentos e as condições, que João Bosco buscou articulações. “Goiás coordenou o movimento nacional a favor da agricultura, chamando a atenção do governo para a melhora dos preços, qualidade do produto e pelo estabelecimento da política de preços mínimos e renegociação de dívidas dos produtores com os bancos. Em sua gestão, a Federação trabalhou na organização da produção leiteira. Nesse período, a produção de leite em Goiás cresceu 82%, e o estado se tornou o segundo no Brasil em pecuária leiteira, atrás apenas de Minas Gerais”, relembrou o presidente.

Para o ex-presidente, João Bosco Umbelino, “o legado que fica nesses 70 anos de Faeg é que ela foi protagonista, ativa, parceira e motivadora da construção e do crescimento do agronegócio do Centro-Oeste”.

Dessa forma, Schreiner enfatizou que a realidade dos trabalhadores do campo foi transformada. “Por isso, ao resgatar essa trajetória, enalteço o espírito combativo que sempre norteou a Casa do Produtor. Ao lado do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), sindicatos rurais, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária (Ifag), mudamos a realidade do produtor rural”.

Zé Mário destacou as importantes conquistas da Faeg, nos dias de hoje, que são 670 mil trabalhadores capacitados pelo Senar Goiás, 516 mil atendimentos médicos gratuitos e ações de cidadania levadas à população rural, assistência técnica para 4,4 mil pequenos produtores de leite, redução da criminalidade do campo com o Patrulhamento Rural Georreferenciado, além de 2,5 milhões de beneficiados pela inserção do Programa Agrinho nas escolas. Pensando no futuro, criamos o Campo Lab – hub de inovação com soluções digitais para o agro e o Faeg Jovem.

“O sentimento que tenho é de gratidão. Por isso, não poderia deixar de externar e reconhecer o legado destes grandes homens que fizeram parte da história do Sistema Faeg e Senar. Olhando para trás dá orgulho. São sete décadas plantando lutas, defesas, união e junto com cada produtor colhemos valorização, conquistas, desenvolvimento e reconhecimento. E sigo orgulhoso em liderar essa instituição à altura da força do homem do campo”, ressaltou Zé Mário.

O presidente da Faeg, finalizou ressaltando os importantes desafios que ainda têm pelo caminho como logística, conectividade no campo e sucessão familiar. Mas, reiterou seu compromisso de continuar trabalhando e cooperando com o futuro da nação que alimenta o mundo.

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