Economia

‘Absurdo’, diz ministro grego a respeito de exigências de credores

Redação DM

Publicado em 24 de junho de 2015 às 15:27 | Atualizado há 11 anos

ATENAS – O ministro de Estado da Grécia, Alekos Flabouraris, descreveu a lista revisada de exigências dos credores internacionais apresentada nesta quarta-feira como “absurda”, de acordo com uma autoridade do partido governista Syriza. A declaração, feita ao comitê político do Syriza com representantes de várias facções do partido de esquerda, destaca a oposição que o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, pode enfrentar no Parlamento quando o acordo chegar para aprovação.

O acordo tem que ser aprovado pelo Parlamento até terça-feira, quando uma parcela de cerca de € 1,5 bilhão tem que ser paga ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Flabouraris, considerado próximo de Tsipras, disse ao comitê político do Syrizas que o governo quer um “acordo honrável que afete os de renda alta em vez dos pobres”, disse a fonte.

O próprio Tsipras criticou, por meio do Twitter, a decisão dos credores de apresentar uma contraproposta ao pacote de medidas proposto pela Grécia. O texto com as exigências dos credores acabou vazando na internet, e inclui alterações no sistema de pensões do país. Para ter acesso aos recursos para pagar o FMI, Tsipras precisa convencer os credores de que conseguirá passar as medidas de austeridade. Convencer os membros mais radicais de seu partido, porém, tem se mostrado difícil.

Analistas avaliam que diante do cenário atual, não há garantias de que um acordo saia nesta quarta-feira.

A diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, afirmou que ainda falta “especificidade” no que diz respeito às propostas gregas e, em entrevista a uma revista francesa, chegou a dizer que as medidas precisam ser “críveis.”

A proposta feita pela Grécia poderia gerar economia de € 8 bilhões em um ano, com grande parte vindo de aumento de impostos para pessoas ricas e para empresas. O país, porém, é historicamente ruim no recolhimento de tributos e a natureza das medidas pode restringir o crescimento da economia grega, o que é uma preocupação dos credores.

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