Alemanha investiga ‘menos de dez’ por fraude na Volkswagen
Redação DM
Publicado em 16 de outubro de 2015 às 01:36 | Atualizado há 11 anosBERLIM – Um inquérito criminal da Alemanha sobre o escândalo do software fraudador da Volkswagen está focando em “menos de dez” possíveis culpados, de acordo com um relatório. Após relatos de que a investigação envolveria até 30 pessoas, um porta-voz da promotoria alemã disse que “mais do que dois, mas muito menos do que dez” funcionários são alvos.
A montadora já na empresa por suposto envolvimento no escândalo. O último Falko Rudolph, então chefe da fábrica de componentes em Baunatal, supervisionando o desenvolvimento de motores diesel entre 2006 e 2010.
Klaus Ziehe, porta-voz da promotoria em Brunswick, no Norte da Alemanha, disse a repórteres que a polícia reuniu um grupo de cerca de 20 investigadores para trabalhar no caso. Na semana passada, a sede da Volks foi vistoriada como parte de sua investigação para determinar quem foi o responsável pela aprovação do uso de “dispositivos de desativação” nos motores a fim de melhorar os resultados das emissões de gases poluentes durante testes. Um grande volume de material foi apreendido na operação.
— Estamos falando de terabytes, não gigabytes (de dados), e certamente muitas caixas de papel — disse Ziehe.
Promotores alemães lançaram sua investigação sobre o escândalo na semana passada depois de receberem uma dúzia de queixas-crime por parte de cidadãos e um da própria Volks.
Além dessa investigação, e dos inquéritos por parte das autoridades em países de todo o mundo, a Volks está conduzindo sua própria investigação interna e contratou um escritório de advocacia dos EUA para ajudar.
A montadora também anunciou nesta sexta-feira que recrutou a executivo da Daimler e o ex-juíza, Christine Hohmann-Dennhardt, como membro do Conselho de Integridade e Assuntos Jurídicos.