Após dez altas, desemprego estável entre setembro e novembro em 9%
Redação DM
Publicado em 19 de fevereiro de 2016 às 07:10 | Atualizado há 10 anosRIO – Pela primeira vez depois de dez altas seguidas, o desemprego no país ficou estável, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE. A taxa, que inclui todos os estados brasileiros, ficou em 9% no trimestre encerrado em novembro. No mesmo período de 2014, o desemprego estava em 6,5%. Já o rendimento real ficou em R$ 1.899, 0,7% a menos do que no trimestre encerrado em agosto.
Na comparação com o trimestre encerrado no mês anterior, a taxa vinha subindo desde janeiro de 2014, quando estava em 6,5%. No período de agosto a outubro, a taxa também ficou em 9%. Já de junho a agosto do ano passado, ou seja, no trimestre imediatamente anterior ao divulgado hoje pelo IBGE, a desocupação afetava 8,7% das pessoas a partir dos 14 anos.
O resultado ficou acima / abaixo da expectativa dos analistas. O banco Bradesco esperava que o desemprego ficasse em 9%.
Pela Pesquisa Mensal de Emprego — que engloba as seis principais regiões metropolitanas do país (Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre) —, a, o maior nível desde 2009. Em 2014, a taxa ficou em 4,8%, o menor patamar da série histórica do IBGE, iniciada em 2002.
O mercado de trabalho vem sentindo os efeitos da recessão na economia e a taxa de desemprego vem subindo. Cálculos divulgados ontem pelo Banco Central (BC) mostraram que a recessão brasileira é mais grave do que o imaginado. , segundo o Índice de Atividade Econômica da autoridade monetária (IBC-Br). Em dezembro, o recuo foi de 0,52% e o desempenho mensal ficou no negativo pelo décimo mês seguido — o maior período de retração desde que o BC passou a registrar os dados.