Economia

Após sacar linha de crédito, liquidez da Vale ‘permanece adequada’, diz Fitch

Redação DM

Publicado em 14 de janeiro de 2016 às 07:55 | Atualizado há 10 anos

RIO – A agência de classificação de risco Fitch Ratings afirmou nesta quinta-feira que a posição de liquidez da Vale “permanece adequada”, após o saque de US$ 3 bilhões de sua linha de crédito rotativo de US$ 5 bilhões na terça-feira. A entidade informou em nota que parte da premissa de que a mineradora vai ressarcir a linha de crédito assim que começar a receber recursos da joint-venture de carvão com o Grupo Mitsui, Moatize, em Moçambique e concluir a venda de ativos.

“A Fitch considera a liquidez da Vale suficiente, com amortizações de dívida administráveis ao longo dos próximos 24 meses”, afirma Jay Djemal, diretor da Fitch, segundo o comunicado. “O objetivo de utilizar 60% da linha de crédito rotativo é cobrir temporariamente as necessidades de caixa da empresa durante as etapas finais do projeto de transformação S11D, enquanto os preços do minério de ferro permanecem baixos”.

A agência afirma que, com a criação da Moatize — que deve gerar mais de US$ 3 bilhões de recursos para a Vale, segundo a Fitch —, a mineradora deverá receber US$ 2 bilhões e US$ 2,5 bilhões de recursos de dívida.

A Fitch afirma que o projeto S11D, em Carajás, aumentará a produção de minério de ferro da companhia para 420 milhões a 450 milhões de toneladas por ano, de cerca de 340 milhões de toneladas. De acordo com a nota, a agência estima o investimento de US$ 3 bilhões na expansão dos negócios em 2016, a maior parte destinada ao S11D, totalizando US$ 6 bilhões.

A entidade destaca que a Vale registrava US$ 4,5 bilhões de caixa e aplicações financeiras em 30 de setembro de 2015 e, com o saque, mantém os US$ 2 bilhões restantes da linha de crédito, além de US$ 1,5 bilhão de linhas de crédito compromissadas e não sacadas. A Fitch afirma ainda que, em 2016, a empresa precisa amortizar US$ 2,1 bilhões de dívida e, em 2017, US$ 2,7 bilhões.

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