Baixo investimento afeta o transporte ferroviário
Redação DM
Publicado em 15 de dezembro de 2015 às 09:36 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA – O baixo ritmo dos investimentos públicos nas ferrovias inibe o crescimento e compromete a eficiência do transporte ferroviário no Brasil, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Em nove anos, o setor público investiu R$ 12,9 bilhões no segmento _ média anual de R$ 1,44 bilhão. O valor representa 67,5% do total de R$ 19,2 bilhões autorizados. Os gargalos nas áreas urbanas afetam a velocidade dos trens, causando prejuízos. De acordo com a pesquisa, nesses locais, as composições chegam a reduzir em oito vezes a velocidade (cai de 40 para cinco quilômetros por hora).
Apesar disso, entre 2006 e 2014, houve crescimento de 28,9% no volume transportado pelos trilhos, de acordo com a pesquisa realizada com concessionárias e clientes do setor ferroviário. Segundo o levantamento, nesse período, o setor privado investiu R$ 33,1 bilhões na malha (infraestrutura, material rodante, sinalização telecomunicações, oficinas, capacitação). Desde o início das concessões, em 1996 até o ano passado, as concessionárias pagaram à União cerca de R$ 8 bilhões em outorgas e arrendamentos.
O Brasil tem 12 principais malhas destinadas ao transporte ferroviário de cargas. Juntas, compreendem 28.176 quilômetros, sendo que 11 malhas são operadas por empresas privadas. Segundo a CNT, são necessários investimentos mínimos de R$ 281,7 bilhões em 213 obras ferroviárias para a adequação desse sistema de transporte.
Em 2012, a presidente Dilma Rousseff lançou o Programa de Investimentos em Logística (PIL), com a promessa de investir R$ 86,4 bilhões na construção, modernização e manutenção de 7,5 mil quilômetros de linhas férreas, via concessões. Mas, até agora, nada saiu do papel. Dificuldades na marco regulatório e na modelagem emperraram o processo.