Economia

Barbosa: recuperação começará no segundo semestre de 2016

Redação DM

Publicado em 24 de novembro de 2015 às 01:20 | Atualizado há 11 anos

SÃO PAULO – O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse na manhã desta terça-feira em São Paulo que espera uma recuperação da economia no segundo semestre do ano que vem. Segundo ele, o comércio exterior e os investimentos em infraestrutura devem puxar a melhora do PIB em 2016. Ontem, o governo revisou as projeções macroeconômicas para o próximo ano, estimando uma retração de 1,9% na economia ante um desempenho positivo de 0,5%.

— É uma projeção que é feita com base em modelos macroeconômicos que são usados também pelo mercado. É uma estimativa que infelizmente prevê uma redução da atividade no ano que vem. Mas, ela traz embutida uma recuperação no segundo semestre de 2016. Ou seja, queda no primeiro e recuperação no segundo. Agora, como toda e qualquer projeção ela está sujeita à revisões. As estimativas indicam a percepção do mercado hoje. Não significa que é uma realidade inevitável. Nós podemos recuperar o crescimento mais rapidamente e estamos trabalhando para isso — disse Barbosa durante o seminário de infraestrutura promovido pelo jornal “Folha de S.Paulo”.

Segundo o ministro, essa estimativa de PIB negativo em 1,9% em 2016 teve que ser considerada depois de uma piora na economia neste fim de ano. Para 2015, a previsão do governo é de queda de 3,1% do PIB.

— Este ano, apesar de uma queda esperada de 3% do PIB há uma previsão de crescimento de dois pontos percentuais no saldo da balança comercial brasileira. Essa recuperação deve continuar no próximo ano com a melhora da economia mundial. Além disso, os investimentos em infraestrutura devem melhorar com os diversos projetos que devemos colocar em licitação — afirmou.

Uma das licitações que devem ser realizadas no fim deste ano e no início de 2016 são as de quatro terminais portuários, três deles em Santos e um no Pará. Segundo o ministro, o edital já foi aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) com as modificações esperadas pelos investidores. Agora, levará o empreendimento quem oferecer o maior valor de outorga.

— No primeiro momento, esses recursos com os leilões de terminais portuários devem compor o superávit primário depois serão destinados a investimentos em dragagem nos portos administrados pelo governo — ressaltou Barbosa.

O ministro ressaltou que o governo deve mudar as regras nos processos de concessão de projetos de infraestrutura. Os ajustes, segundo ele, é necessário para atrair investidores estrangeiros nos próximos leilões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.

— Estamos ajustando o edital de licitação desses projetos, por exemplo, uma rodovia o ganhador não terá de realizar investimentos em duplicação de via nos primeiros cinco anos de operação. Essas obras serão feitas sob demanda e esse prazo pode ser andiantado ou atrasado. Além disso, vamos estender o prazo entre a publicação do edital e o leilão. Isso pode atrair mais os investidores estrangeiros. É um conjunto de esforços para destravar os aportes em infraestrutura —, disse Barbosa.

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