Bloqueio do WhatsApp repercute nas redes sociais
Redação DM
Publicado em 16 de dezembro de 2015 às 23:20 | Atualizado há 11 anosRIO – Nas redes sociais, os internautas começaram a reclamar à meia-noite em ponto. Algumas hashtags como #ripwhatssapp , #lutowhatsapp e #acaba2015 começaram a ganhar força. No Twitter, a hashtag #whatsapp liderou os trend topics já às 23h de quarta-feira. No Facebook, muitas manifestações e desabafos como “quero morrer”, “ressuscite meu teletrim” e “meu mundocaiu”. Teve internauta se perguntando porque o “WhatsApp caiu antes de Cunha (Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados)?”.
As manifestações ocorrem dos mais jovens – que se perguntam “como” vão se comunicar – aos mais velhos. E, em meio aos protestos, teve internauta perguntando como fazia para usar aplicativos que outrora foram populares na web, como o extinto ICQ e o Skype, além do Pager. “Gente, como faz?”, perguntava o internauta. Sobrou até para o Orkut. “Deram Orkut no zap zap”, dizia um dos posts. “É o apocalipse”, decretaram no Facebook. “Já que não funciona com as operadoras, no Wi-Fi dá para usar?”, perguntaram, chamando o WhatsApp de WhatsOff e WhatsAss.
Mas, apesar da proibição, é possível que muitos usuários consigam usar o aplicativo. Isso porque, diz Eduardo Tude, diretor do SindiTelebrasil, que reúne as operadoras de telefonia móvel, o sistema não consegue bloquear todos os IPs.
— O sistema tenta procurar caminhos para prover o serviço. É uma questão tecnológica. Por isso, as empresas vão tentar fazer de tudo para bloquear o serviço é assim cumprir a decisão, mas nem sempre é possível – disse Tude.