BNDES corta custo de crédito para estimular economia em 25%
Redação DM
Publicado em 2 de fevereiro de 2016 às 04:40 | Atualizado há 10 anosRIO – O BNDES cortará em até 25% o custo do banco nos financiamentos de parte das operações indiretas, informou nesta terça feira o presidente da instituição, Luciano Coutinho. Operações indiretas são aquelas intermediadas por agentes financeiros. Os programas beneficiados contemplam financiamento a capital de giro, bens de capital e exportações. A estimativa do banco é que, com as iniciativas, o volume potencial de crédito seja de R$ 26 bilhões em 2016.
O objetivo é ajudar pequenas e médias empresas, que têm encontrado mais dificuldade na obtenção de crédito em meio à crise, e o setor industrial, especialmente o segmento de bens de capital.
A produção industrial tombou 8,3% em 2015, em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados nesta terça feira pelo IBGE. Foi o pior desempenho da atual série histórica, iniciada em 2003.
— O objetivo é mitigar a situação de empréstimo de micro e pequenas empresas. A indústria brasileira sofreu em 2015, principalmente os bens de capital e duráveis que são mais sensíveis a crédito e confiança — disse Coutinho.
Ao todo, foram detalhadas cinco medidas, que contemplam redução de custo financeiro dos empréstimos e ampliação de prazos. Elas entram em vigor este mês.
A maior redução de custo será no programa Progeren, que financia capital de giro. O custo do BNDES vai cair dos atuais 15, 23% para 11, 67% ao ano para micro e pequenas empresas (faturamento de até R $ 16 milhões).