Economia

Bolsa cai 2,7% com setor financeiro após lucros de Itaú e Cielo; dólar sobe

Redação DM

Publicado em 2 de fevereiro de 2016 às 10:15 | Atualizado há 10 anos

RIO — Após ter fechado em caído em três sessões seguidas e chegado ao menor valor do ano na segunda-feira, o dólar comercial opera em alta nesta terça. A moeda americana avança 0,83%, cotada a R$ 3,993 para compra e R$ 3,995 para venda. Na véspera, o dólar fechou a R$ 3,959, baixa de 1,62%, com maior fluxo de recursos entrando no país. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) cai 2,70%, aos 39.492, o primeiro recuo em cinco pregões.

As principais ações operam em queda. A Petrobras ON recua 1,97% (R$ 6,45), enquanto a Petrobras PN tem baixa de 2,11% (R$ 4,62). A Vale ON cai 2,31% (R$ 9,28), e a PN, 2,20% (R$ 7,09). Entre os bancos, o Banco do Brasil ON cai 2,54% (R$ 13,80), enquanto o Bradesco PN perde 1,88% (R$ 18,25).

ITAÚ E CIELO CAEM FORTE

Mas o Itaú Unibanco PN é a principal causa da queda da Bolsa, recuando 4,78%, cotado a R$ 24,25. . O aumento da margem financeira nas operações com clientes e o mercado e as maiores receitas com prestação de serviços contribuíram para esse resultado.

[object Object]

Mas, no ano passado, o maior banco privado do país viu sua carteira de crédito avançar 4,6%, chegando a R$ 585,5 bilhões, um crescimento abaixo da inflação. Para 2016, a situação não deverá ser diferente, a instituição espera que o total de empréstimos cresça no máximo 4,5% — e, no pior cenário, tenha uma leve retração de 0,5%.

— O mercado reage a uma mescla de fatores, como a queda do petróleo, o recuo das bolsas internacionais e resultados corporativos — disse Luiz Roberto Monteiro, operador da corretora Renascença. — Apesar de o resultado do Itaú ter vindo acima do esperado, os analistas financeiros estão preocupados com o aumento das provisões contra a inadimplência. Teve também o balanço de Cielo, que veio abaixo das expectativas do mercado. Como o setor financeiro tem um peso grande, isso tudo acaba influenciado no Ibovespa.

A Cielo registrou lucro líquido de R$ 852,7 milhões no quarto trimestre, contra uma estimativa mediana de R$ 977,4 milhões entre os analistas dos bancos. Os papéis da companhia despencam 7,10%, a R$ 30,98.

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia