Bolsa sobe e ações da Marfrig disparam após negócio com a JBS; dólar recua a R$ 3,07
Redação DM
Publicado em 22 de junho de 2015 às 11:06 | Atualizado há 11 anosSÃO PAULO – Os investidores estão com a atenção voltada para a Grécia e para os desdobramentos da operação Lava Jato, da Polícia Federal, os investidores se mostram cautelosos nesta segunda. O dólar comercial mantém a trajetória de queda, desdes o início dos negócios, e às 10h47m estava sendo negociado em baixa de 0,87%, cotado a R$ 3,074, a mínima do dia. Na máxima, a moeda americana subiu até R$ 3,097. Na sexta, o dólar se valorizou 1,51% frente ao real na sexta-feira, encerrando a sessão negociado a R$ 3,101. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa, principal índice do mercado de ações, abriu estável e às 10h48m estava em alta de 0,20% aos 53.854 pontos.
A maior alta é apresentada pelas ações ordinárias (com direito a voto) da Marfrig. A empresa vendeu para a JBS a divisão de aves Moy Park, na Europa, pelo valor de US$ 1,5 bilhão. Em conferência com analistas, Marcos Molina, presidente do conselho da companhia, afirmou que a venda reduzirá a dívida da Marfrig pela metade. Os papéis da empresa se valorizam 11,39% a R4 5,38. Na ponta oposta, os papéis da Braskem continuam se desvalorizando impactados pela Operação Lava Jato, que levou á prisão o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, que controla a Braskem. Os papéis PNA da Braskem recuam 1,61% a R$ 12,20, a maior baixa da Bovespa. Na sexta, eles já havia se desvalorizado mais de 10%.
No exterior, os investidores mantêm a atenção na Grécia, que apresentou em Bruxelas uma nova proposta fiscal aos credores internacionais, classificada pelo premiê grego, Alexis Tsipras como o último esforço para evitar o calote do país aos credores e uma possível saída da zona do euro.
A proposta prevê novos cortes no orçamento e nas aposentadorias e será analisada nesta segunda. O banco central europeu liberou recursos para que o país não fique sem dinheiro, depois que os gregos sacaram cerca de 4 bilhões de euros nos últimos dias numa corrida aos bancos. O impasse deverá alimentar a valorização do dólar ante o euro, já que em caso extremo a Grécia pode deixar a moeda comum, trazendo turbulências à Europa.
No cenário interno, os desdobramentos da operação Lava Jato continuam sendo o foco do mercado, com a prisão do presidente da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, as duas maiores construtoras do país. É o momento mais agudo da crise desde que as investigações tiveram início. Os depoimentos dos presos acontecem hoje e têm potencial explosivo.
“Os investidores deverão optar por posições defensivas nesse momento de instabilidade política no país agravada desde a última sexta-feira, buscando proteção na moeda americana em detrimento ao risco do mercado acionário”, diz em relatório Ricardo Gomes, especialista em câmbio da corretora Correparti.
A agência de classificação de risco Moody’s colocou em
No exterior, as bolsas americanas abriram em alta, enquanto na Europa os pregões também se valorizam apostando num acordo entre a Grécia e os credores.