Britânia é habilitada a exportar melancia, melão e abóbora para países do Mercosul
Redação DM
Publicado em 12 de outubro de 2026 às 12:30 | Atualizado há 1 hora
O município de Britânia, no Vale do Araguaia, foi habilitado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a exportar frutos frescos de cucurbitáceas, grupo que inclui melancia, melão e abóbora. Segundo a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), a habilitação permite que produtores da cidade vendam para mercados com restrições quarentenárias, entre eles Argentina, Paraguai e Uruguai, parceiros do Mercosul.
A decisão consta da Portaria SDA/Mapa nº 1.695, publicada no Diário Oficial da União no início de outubro. A norma inclui Britânia no Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para a Anastrepha grandis, conhecida como mosca-das-frutas das cucurbitáceas. Com a inclusão, Goiás chega a 20 municípios no sistema para esse grupo de culturas.
Seis meses de monitoramento
De acordo com a Agrodefesa, a habilitação exigiu coletas regulares e monitoramento permanente nas áreas de produção por seis meses seguidos, para demonstrar a ausência da praga conforme os protocolos do ministério. O trabalho envolveu a agência, produtores rurais e responsáveis técnicos, que cumpriram as exigências definidas pelo Mapa.
O gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, disse que a agência acompanhou o processo desde o início. “Estivemos ao lado dos produtores e dos responsáveis técnicos, orientando o monitoramento e elaborando o projeto técnico encaminhado ao Ministério”, afirmou.
Para o coordenador do programa de SMR para cucurbitáceas da Agrodefesa, Mário Sérgio de Oliveira, o resultado dependeu de constância. “Foram feitas coletas regulares e um monitoramento permanente nas áreas de produção por um período ininterrupto de seis meses para demonstrar a ausência da praga, em conformidade com os protocolos exigidos”, explicou.
As regras e o funcionamento do programa estão na página do Sistema de Mitigação de Risco da Agrodefesa.
O DM já mostrou os impactos e as alternativas para a exportação de frutas brasileiras.
Fotos: Agrodefesa