Economia

Brookfield retira oferta de R$ 1,3 bilhão pelos 25% da OAS na Invepar

Redação DM

Publicado em 1 de fevereiro de 2016 às 06:25 | Atualizado há 10 anos

SÃO PAULO – Três dias depois de a Justiça homologar o plano de recuperação judicial proposto pela OAS, a gestora canadense Brookfield, até então única interessada na aquisição de 25% da Invepar, retirou a oferta de R$ 1,3 bilhão que faria pelo ativo. O valor havia sido definido depois de uma auditoria realizada pela Brookfield na Invepar, no ano passado. A Invepar detém, entre outras concessões, a operação do metrô do Rio de Janeiro e do aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Os 25% que detém na Invepar são considerados o principal ativo da construtora que está sendo investigada pela Operação Lava Jato, que apura o desvio de recursos da Petrobras. A intenção da OAS era divulgar, depois do carnaval, o edital para a venda da sua fatia na Invepar, uma medida protocolar caso surgissem outros interessados. Será realizado um leilão, com propostas em envelopes fechados, e até agora os canadenses eram os únicos interessados e poderiam cobrir outras eventuais ofertas.

Desde que entrou com pedido de recuperação judicial, em abril de 2015, a OAS vinha negociando com a Brookfield. No final do ano passado, os canadenses arremataram R$ 500 milhões em debêntures emitidas pela Invepar. Paralelamente, os outros três acionistas da Invepar (Previ, Petros e Funcef, fundos de pensão de estatais) fizeram um aporte de R$ 1 bilhão numa operação que teve por objetivo melhorar o perfil de endividamento da Invepar, cuja dívida supera os R$ 3 bilhões.

Fontes a par das negociações dizem que os canadenses vinham tentando costurar um acordo com os fundos de pensão a fim de modificar as regras de governança da Invepar, melhorando o padrão de gestão da empresa e alinhando com as regras de governança de seus fundos internacionais. Foi nesse ponto que a negociação emperrou. A aquisição dos R$ 500 milhões em debêntures já sinalizava a intenção da gestora canadense em converter esses papeís em ações, tornando-se a maior acionista individual da empresa. Agora, sem a Brookfield, o processo de recuperação da OAS fica em xeque.

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