Cesta básica fica mais cara nas 18 capitais pesquisas pelo Dieese
Redação DM
Publicado em 8 de dezembro de 2015 às 23:35 | Atualizado há 11 anosRIO — O preço da cesta básica registrou alta no mês de novembro nas 18 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Brasília foi o local com a maior alta (9,22%), seguida por Campo Grande (8,66%), Salvador (8,53%) e Recife (8,52%). Na outra ponta da tabela, Belém registrou a menor elevação (1,23%). Quando considerado o preço da cesta básica, a capital fluminense ficou na quarta posição, com o custo médio de R$ 385,80. Porto Alegre lidera a lista, onde o conjunto de bens alimentícios básicos sai por R$ 404,62; seguida por São Paulo, onde a cesta custa R$ 399,21; e Florianópolis, com os itens estimados em R$ 391,85.
O nordeste concentra as capitais com os menores valores registrados. Aracaju (R$ 291,80), Natal (R$ 302,14) e João Pessoa (R$ 310,15) ocupam as três primeiras posições.
Baseado no custo da cesta básica mais cara, o Dieese calcula, mensalmente, o valor do salário mínimo necessário para suprir as despesas de uma família com alimentação, moradia e saúde, entre outros. De acordo com a pesquisa, em novembro de 2015, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.399,22, ou 4,31 vezes mais do que o mínimo de R$ 788,00. Em novembro de 2014, o valor necessário para atender às despesas de uma família era de R$ 2.923,22, ou 4,04 vezes o salário mínimo então em vigor (R$ 724,00). No último mês, o mínimo necessário correspondia a R$ 3.210,28, ou 4,07 vezes o piso vigente, segundo a pesquisa.
EM UM ANO, ALTA CHEGA A 26,40% EM SALVADOR
Entre dezembro de 2014 e novembro de 2015, as 18 cidades pesquisas pelo Dieese registraram alta no preço da cesta. Salvador foi a capital com a maior variação (26,40%), enquanto Belém registrou a menor (7,74%), informou o instituto. A pesquisa, divulgada nesta quarta-feira, mostra também que todas as capitais apresentaram aumento nos preços durante o ano de 2015. A capital baiana novamente chamou a atenção, registrando elevação de (20,69%); seguida por Campo Grande (19,55%) e Curitiba (18,81%). Belém (5,87%) e Goiânia (6,85%) registraram as menores variações.
JORNADA DE TRABALHO
O brasileiro precisou, em novembro, de 97 horas e 54 minutos de trabalho, em média, para adquirir os produtos da cesta básica, contra a jornada de 92 horas e 36 minutos em outubro. A diferença, porém, é ainda maior em relação ao mesmo período do ano passado. Em novembro de 2014, o tempo exigido era de 91 horas e 44 minutos.
Em novembro, o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu 48,37% do salário mínimo líquido — descontado o valor da Previdência Social — para comprar os itens, contra 45,75% em outubro. Em novembro de 2014, o comprometimento do vencimento com a compra da cesta equivalia a 45,32%.