China corta juros pela sexta vez em onze meses
Redação DM
Publicado em 23 de outubro de 2015 às 10:00 | Atualizado há 11 anosPEQUIM — O banco central da China cortou as taxas de juros pela sexta vez desde o último mês de novembro, em nova tentativa de impulsionar a economia do país. Nesta sexta-feira, a entidade anunciou que vai reduzir a taxa de empréstimo bancário referencial de um ano em 0,25%, chegando ao índice de 4,35% a partir deste sábado.
A taxa de depósito referencial de um ano também foi reduzida para 1,5%, o que também representa recuo de 0,25% em relação ao valor anterior. As reservas obrigatórias para todos os bancos foram cortadas em 0,5%, com redução adicional de outros 0,5% para algumas instituições. O banco da China também cancelou o limite máximo da taxa de depósito, mais um passo na liberalização das taxas de juro.
“O Banco do Povo da China ofereceu um novo choque de estímulos”, disseram os analistas da Capital Economics em nota.“Nossa previsão é que as taxas de referência e do coeficiente de reservas obrigatórias serão ambos cortados mais uma vez antes do fim do ano, com novos avanços para as duas no início de 2016.”
A China tenta alcançar a meta de 7% de crescimento para 2015, em sinal de recuperação da queda nas demandas do país que, combinada à sua elevada capacidade industrial e à desvalorização do yuan, vem gerando preocupações sobre a estabilidade da segunda maior economia do mundo. Para isso, tem se apoiado nas medidas de flexibilização monetária mais agressivas desde a crise financeira global de 2008, na esperança de tranquilizar líderes globais.
Na última segunda-feira, o governo chinês divulgou que o crescimento econômico do país no terceiro trimestre do ano foi de 6,9% frente ao mesmo período de 2014. Este é o índice mais fraco desde 2009, quando o crescimento chegou a 6,2%, o que já tinha acendido as expectativas para novas medidas de estímulo à economia.