China pode assustar mercados de novo em 2016, diz economista-chefe do FMI
Redação DM
Publicado em 4 de janeiro de 2016 às 02:20 | Atualizado há 10 anosWASHINGTON – A China poderia novamente “assustar” os mercados financeiros ao redor do mundo em 2016, alertou o economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, Maurice Obstfeld, no cargo desde setembro do ano passado. As repercussões globais da desaceleração da economia chinesa tem sido “muito maiores do que poderíamos ter antecipado”, afetando a economia mundial a partir da redução de impostos e demanda mais fraca por , sustentou o conselheiro econômico em uma entrevista publicada no site do Fundo.
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Após um ano em que os esforços da China em conter uma queda no mercado acionário e em basear sua taxa de câmbio mais no mercado, a saúde da segunda maior economia do mundo será uma questão fundamental para avaliar em 2016, afirmou Obstfeld.
— Um crescimento abaixo das metas das autoridades poderiam novamente assustar os mercados financeiros — afirmou o economista, já que as ações globais registraram um começo difícil este ano. — Desafios sérios de reestruturação permanecem em termos de fraquezas no balanço de empresas estatais, mercados financeiros, e a flexibilidade geral e racionalidade na alocação de recursos.
O instituto Consesus Economics, que coleta e publica projeções analíticas, compilaram dados da China que apontam a modelos alternativos da economia, segundo o “Financial Times”. Enquanto a maioria das previsões indicam crescimento de 6,5% no PIB do país este ano — em linhas com a meta oficial, seguindo 6,9% em 2015 — as estimativas do grupo indicam crescimento muito menor, de 4,8% em 2016, seguindo 4,3% em 2015.
Um resultado de acordo com tal projeção pode ter implicações profundas, principalmente para países que dependem da exportação de para a China.
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Obstfeld afirmou que os mercados emergentes também terão papel central este ano. A depreciação cambial “provou até agora ser um amortecedor extremamente útil para uma série de choques econômicos”, disse.
— Quedas acentuadas futuras no preço das , inclusive energia, no entanto, levariam a mais problemas para exportadores, inclusive desvalorizações cambiais mais fortes que potencialmente desencadeiam vulnerabilidades ainda escondidas em balanços patrimoniais ou aumentariam a inflação — apontou Obstfeld.
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De acordo com o jornal “Financial Times”, o FMI afirma que 58% do rendimento global em 2015 vem dos países emergentes, quando medidos em paridade de compra de energia e, portanto, problemas nessas economias tornam-se problemas mundiais hoje em dia.
Com a elevação dos riscos para mercados emergentes, será crucial para o Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) administrar as altas da taxa de juros após aumentar a referência em dezembro pela primeira vez desde 2006, defendeu o economista.